A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 03/09/2019
“Computadores são inúteis. Eles conseguem apenas lhe dar respostas”, diz o artista Pablo Picasso ao comparar as máquinas com a arte. Entretanto na contemporaneidade, a tecnologia exerce um importante papel no combate à criminalidade. Nesse sentido, tais ferramentas podem ser heroínas na redução de infrações na sociedade ou tornar-se vilãs do ambiente virtual.
Mormente, é importante ressaltar que a inteligência artificial influencia na queda dos crimes. Nesse contexto, a polícia de Memphis (EUA) afirmou que os delitos reduziram 30%, em 2017. Da mesma forma, no Ceará (Brasil), houve declínio de 31% no número de roubo de veículos, no mesmo ano. Desse modo, tais resultados ocorreram após a implantação de sistemas de monitoração. Além disso, existem outros programas de segurança, por exemplo, o software de reconhecimento facial. Em síntese, a tecnologia mostra-se eficiente no enfrentamento das transgressões.
Contudo, ao ser utilizada com objetivos opostos ao bem-estar social, a inovação assume papel de vilã. Sendo assim, de acordo com a Symantec, empresa especialista em segurança virtual, cerca de 62 milhões de brasileiros sofreram ataques cibernéticos, em 2017. Outrossim, no mesmo período, foram roubados 172 bilhões de dólares no mundo, conforme informado pela organização. Ademais, dentre os crimes mais frequentes estão: vírus, descobertas de senhas e envio de e-mails falsos. Por conseguinte, é preciso adotar contínuas medidas protetivas na rede digital.
Portanto, o poder público precisa se portar como herói e utilizar a tecnologia para combater a criminalidade. Dessa forma, a Organização das Nações Unidas, por meio da Assembleia Geral, deve propor a inclusão de um novo objetivo do desenvolvimento sustentável, dentre os 17 já existentes, voltado para segurança física e virtual. Assim, após essa aprovação, devem ser feitos investimentos em pesquisas e produção de novos softwares de proteção. Com isso, espera-se confrontar o pensamento de Picasso e reduzir delitos sociais com auxílio da ciência.