A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 03/09/2019
Michael Focault, filósofo, defendia que a prisão ideal era aquela que não possuía grades e os prisioneiros eram vigiados o dia todo, sem saber que eram vigiados, como nos radares de trânsito. Para Focault essa forma de vigilância inspiraria bons modos nos detentos, pois eles não sabiam quando estavam sendo vigiados e a qualquer momento poderiam ser punidos. Nesse contexto, no século XXI a tecnologia empregada no combate à criminalidade já é uma realidade em países desenvolvidos, porém no Brasil carece de uma melhor implementação e de um uso efetivo por parte das autoridades.
Sob o primeiro viés, radares de trânsito são um excelente exemplo de tecnologia no combate às infrações de trânsito, porém na contramão do mundo, o Brasil em 2019 suspendeu a instalação desse equipamento nas rodovias federais baseado no conceito de “Indústria da Multa”. Os entusiastas desse conceito acreditam que os radares de trânsito não diminuem acidentes ou infrações, são meras ferramentas para “tirar o prazer de dirigir” segundo o Presidente da República Bolsonaro. Essa medida se mostra um erro, pois segundo dados da Secretaria Nacional de Transportes, rodovias federais com radares possuem em média 60% menos acidades do que trechos que não possuem o equipamento. É preciso fazer o oposto e colocar mais câmeras para aumentar a fiscalização no combate aos infratores.
Além disso, é preciso um uso eficiente dos artifícios tecnológicos contra o crime. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE - o ano de 2019 registrou o maior número de desmanto da Amazônia legal nos últimos 10 anos, todo esse processo foi registrado por dois Satélites extremamente confiáveis, no entanto, o governante ao ver os dados que contrariavam declarações do Governo decidiu substituir os satélites, o que gera um gasto inútil para o estado, ao invés de aliar os dados aos agentes do IBAMA e lutar contra o desmatamento nas áreas indicadas.
Fica claro, portanto, que são necessárias mudanças nas políticas tecnológicas do País. Para tal feito é necessário que o Governo Federal mude seus posicionamentos e passe a investir na tecnologia e usa-la de forma conjunta aos dados científicos, pois ela se mostra confiável em outros países. Sendo assim, é necessário que o mesmo agente invista numa maior instalação de radares nas rodovias federais com o objetivo de continuar a reduzir a número de acidentes e combater a criminalidade ao volante, bem como, instalar radares mais modernos com suporte a melhores câmeras de detecção de movimento, porque elas possuem uma maior eficiência na marcação de infrações, como resultado, a médio prazo, as infrações diminuirão. No caso da má gestão dos recursos tecnológicos, o Governo, deve rever sua posição e aliar as máquinas ao homem no combate a atos criminosos ao invés de questionar dados que são consenso, o que é a curto prazo será economia para o estado e será mais eficiente que em 2019.