A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 14/09/2019

Os índices de criminalidade têm crescido cada vez mais durante os anos no Brasil. Isso é o que mostra o Mapa da Violência, o qual, no ano de 2017, apontou o país como um dos mais perigosos do mundo, ao chegar a marca de mais de 60 mil mortos no mesmo ano. Para mudar essa realidade, é necessário somar às atuais maneiras de combate ao crime, os novos meios que a tecnologia proporciona, uma vez que esses se apresentam como potentes diminuidores de injustiças em julgamentos criminais, além de promover mais segurança aos agentes de repressão às ações do crime.

A princípio, as ferramentas de combate à criminalidade se fizeram presentes desde o início da socidade brasileira, e isso remete às tradicionais maneiras da polícia tentar desvendar crimes e buscar seus culpados, como os retratos desenhados à mão para encontrar um possível delinquente. Entretanto, em vista de existir caminhos que gerem menos impactos no que se refere às injustiças no processo de julgamento criminal, a tecnologia deve ser efetivada com a aquisição de, por exemplo, câmeras modernas com capacidade de reconhecimento facial. Com esse equipamento, os riscos de erro jurídicos ao culpar possíveis criminosos é minimizada e, ao mesmo tempo, o Estado garante à população o cumprimento do direito à segurança pública, esse previsto na Constituição de 1988.

Ademais, outro importante fator a ser ressaltado acerca do papel da tecnologia no combate ao crime é o da promoção de maior segurança à polícia. Nessa perspectiva, o uso de drones (aparelhos de monitoramento pelo ar) garante aos agentes da lei não só mais praticidade, mas também reduz os riscos de danos físicos e materiais ao diminuir as chances de confronto direto com malfeitores. Desse modo, deve-se relacionar tal ideia com as informações divulgadas, em 2018, pelo Monitor da Violência,  no qual aponta a polícia brasileira como a que mais morre no mundo. Em analogia, com maior investimento estatal em equipamentos tecnológicos, a realidade pode ser alterada, e, desse modo, tanto a sociedade, quanto os policiais podem se sentir mais seguros ao assistir os níveis do problema, como os registrados pelo Mapa da Violência, de 2017, cair e o combate ao crime ser  melhor efetivado.

É mister, portanto, que a tecnologia continue atuando no combate à criminalidade no território brasileiro. Sendo assim, o Ministério da Justiça deve, por meio da destinção de verbas estatais aos centros de segurança pública, investir em equipamentos, como câmeras de reconhecimento facial que coletem dados e, possibilitem a busca de criminosos, e drones. Ao fazer isso, a lei não apenas certifica quais são os verdadeiros culpados e, consequentente, diminui injustiças nos julgamentos, mas também confere aos agentes policiais mais segurança e conforto ao cumprir a sua função social. Isso será feito com o objetivo de diminuir a violência pelo uso da tecnologia, e cumprir com a Constituição de 1988.