A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/10/2019
O filme biográfico ‘‘O Jogo da Imitação’’ narra a história de Alan Turing, matemático que por meio de recursos tecnológicos consegue decifrar a máquina alemã Enigma, contribuindo para a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Nesse sentido, é notório a importância da tecnologia no combate à criminalidade e sua influência positiva no que concerne o bem estar social. No entanto, o cenário brasileiro apresenta ineficiências no que tange ao uso da tecnologia no combate ao crime. Assim, faz-se profícuo observar a carência de verbas por parte do Poder Executivo como o principal agravante da problemática.
Convém ressaltar, a princípio, a importância do uso da tecnologia no combate à criminalidade. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, cerca de 5 mil prisões em flagrante foram realizadas com o auxílio do sistema Detecta, que utiliza da inteligência Big Data para monitoramento de pontos estratégicos. Visto isso, é evidente que a ineficiência estatal em gerir recursos para aplicação na área de tecnologia criminal afeta diretamente o bem estar e segurança da sociedade brasileira. Por conta disso, o direito à propriedade privada e integridade individual garantidos pela Constituição Cidadã são lesados pelo Estado. Por isso, faz-se necessário que medidas sejam impostas para reverter a problemática exposta.
Por conseguinte, a sociedade brasileira fica, infelizmente, cada vez mais suscetível as mazelas da criminalidade devido a carência de verbas por parte do Poder Executivo. De acordo com o portal de notícias G1, nos primeiros 5 meses do ano corrente, quase 18 mil mortes violentas foram registradas no Brasil. Isso demonstra a necessidade iminente de investimentos na área tecnológica para aprimorar o trabalho das forças de segurança. Visto isso, de maneira análoga ao intelectual Marshall Mcluhan:’’ Os homens criam as ferramentas, e as ferramentas recriam o homem’’, a integração entre tecnologia e segurança propicia maior aproveitamento dos mecanismos de proteção mais avançados, o que garante o bem estar do corpo social brasileiro.
Logo, é mister que o Estado tome providências para atenuar tal quadro. Para isso, compete a Receita Federal – responsável por gerir e arrecadar os impostos – destinar, por meio de concessões do Executivo, uma maior parcela das quotas para a Secretaria de Segurança Pública, para que esse órgão estatal possa continuar a aplicar nos municípios brasileiros, investimentos em projetos como o Sistema Detecta e o aumento de equipamentos de proteção avançados para as repartições de polícia, como drones e câmeras de alta precisão, a fim de fazer valer a influência positiva da tecnologia no combate à criminalidade no Brasil. Somente assim, será possível resolver esse impasse de forma precisa.