A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 20/10/2019
É evidente que as novas tecnologias agilizam o tempo de resposta dos órgãos de segurança pública à sociedade. Porém, esse tema traz divergências de opiniões motivadas pelo desconhecimento da população quanto aos limites à transgressão de direitos fundamentais e pela sensação de está em constante vigilância.
Sabe- se que a população desconhece como os equipamentos devem ser utilizados sem que ocorra a transgressão de direitos; tais como: inviolabilidade à vida privada e inviolabilidade da intimidade. Por exemplo, os recentes protestos que acontecem em Hong Kong onde diversos ataques às câmeras de reconhecimento facial foram flagrados por não se possuir confiança quanto ao registro de dados pessoais e a manutenção aos direitos fundamentais. Portanto, cabe às autoridades de segurança pública brasileira se antecipar às desconfianças que costumam insurgir na presença de novas táticas de vigilância.
Além disso, a sensação de está em constante vigilância incita os seres humanos a burlarem esses sistemas tecnológicos. Visto que no Brasil e em outros países frequentemente surgem táticas e equipamentos fraudulentos - adesivos anti-radar, óculos anti-reconhecimento facial e roupas isolantes. Sendo assim, a omissão do governo em explicitar as formas éticas de coleta e armazenamento de dados contribuem para a desconfiança dos cidadãos brasileiros que em maioria são constantemente apresentados aos dados de eficácia dos equipamentos como uma desesperada tentativa governamental de justificar os altos investimentos em prevenção e vigilância.
Como se vê, os investimentos tecnológicos sem a ocorrência da integração social desencadeiam insegurança e desconfiança. Desse modo, cabe às autoridades buscar maneiras de integrar a sociedade através de aplicativos de manuseio simples e conhecidos pela maioria popular, como o “WhatsApp” e pertencendo à mídia governamental não somente o dever de informar os resultados gerados, mas também propagar curiosidades sobre o funcionamento e o modo como os direitos permanecem sendo respeitados pelos órgãos públicos.