A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 22/10/2019

A indústria 4.0 trouxe uma nova realidade à população mundial: inteligência artificial, big datas, internet das coisas e facilidades de comunicação e transporte. Nesse contexto, esses fatores associados podem complementar as ações das polícias e do Estado para promover de forma mais eficiente o bem-estar da população. Dessa forma, aliar essas novidades ao combate e à prevenção do crime é uma maneira inteligente de promover a segurança pública.

A priori, as TICS (Tecnologia de Informação e Comunicação Social) transfiguram-se em aliadas da segurança pública. Nos últimos anos, têm auxiliado na identificação de criminosos por meio de câmeras inteligentes que fazem o reconhecimento facial de suspeitos de crimes. Além disso, por meio das big datas, a polícia coleciona volumes de dados sobre criminosos, o que facilita a identificação do histórico criminal e perfil do infrator. Entretanto, a educação associada à tecnologia é uma forma ainda mais eficiente para a redução da criminalidade.

Sob essa ótica, a escola, em conjunto com as TICS, podem afastar jovens vulneráveis do mundo do crime. De acordo com a Universidade de São Paulo (USP), a cada 1% de investimento na educação, é possível reduzir 0,1% da violência urbana. No entanto, países com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) encontram dificuldades em aliar inovações tecnológicas com a estrutura escolar de forma eficiente. No Brasil, por exemplo, segundo o Senso Escolar 2018, apenas 15% das escolas de ensino médio possuíam banda larga. Presume-se, assim, que em um contexto de uso maciço da internet, as instituições de ensino que não a possui encontram-se anacrônicas, o que as tornam fator de repulsão juvenil.

Portanto, a tecnologia pode reduzir o número de crimes e facilitar o policiamento. Nesse prisma, a ONU (Organização das Nações Unidas), em parceria com países de terceiro mundo, devem trabalhar juntas para resolver tal problemática. Para isso, é preciso que o primeiro crie um fundo de investimento para captar recursos tecnológicos para países emergentes e subdesenvolvidos de forma que auxilie na segurança desses países. Além disso, esses Estados devem priorizar a modernização tecnológica das escolas para que elas possam ser meio de inclusão de minorias sociais. Assim, é possível retroceder os avanços da violência e usar a 4.0 fase industrial para avançar no contenção da criminalidade.