A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 23/10/2019
Em sua obra “Utopia”, o escritor inglês Thomas More descreve uma sociedade perfeita, na qual o tronco social é padronizado pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade é diametralmente oposto ao que prega o autor. Visto que, o uso da tecnologia no combate à criminalidade encontra barreiras, as quais dificultam a concretização das idéias de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do emprego inadequado dessas tecnologias, quanto da falta de recursos dos municípios para ampliar sua base tecnológica destinada a este fim. Desse modo, é importante a discussão desses aspectos, a fim de promover o pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que as barreiras postas ao emprego da tecnologia na segurança pública derivam da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos para evitar que isso ocorra. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por promover o bem-estar da sociedade. Porém, isso não ocorre no Brasil, posto que, devido à falta de atuação das autoridades, tecnologias que poderiam ser úteis, são empregadas inadequadamente, o que prejudica a eficácia do uso desses métodos no combate ao crime. Diante disso, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de recursos dos municípios como promotor do problema. Pois, segundo dados do Ministério da Economia, os gastos com segurança pública estão entre os menores, em todos os estados, quando comparados com gastos com saúde e educação, por exemplo. Partindo desse pressuposto, a falta de recursos contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no Brasil. Portanto, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas de União disponibilize capital que, por intermédio das Secretarias de Defesa Social de cada estado, será empregado na capacitação das pessoas que atuam diretamente com o planejamento da segurança pública, de modo a aumentar a eficiência na contratação de serviços e melhor emprego dos equipamentos, o que acarretará no aumento da eficiência do emprego da tecnologia no combate à criminalidade. Não obstante, os municípios deverão utilizar os repasses para fazer aportes em tecnologia para auxiliar no fim supracitado. Com isso, atenuar-se-á, à médio e longo prazo, os efeitos nocivos do emprego ineficiente das tecnologias na segurança pública e a coletividade alcançará a Utopia de More.