A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 29/10/2019
Desde a pré-história, o Homo sapiens produz ferramentas para aumentar as suas chances de sobrevivência, seja desenvolvendo técnicas para produção de alimentos, como na Revolução Agrícola, seja aumentando a produção de bens de consumo e armas como nas três primeiras Revoluções Industriais. No século XXI, a tecnologia é capaz de ajudar no combate à criminalidade, mas pode pôr em risco a liberdade dos cidadãos.
Em primeiro plano, a tecnologia disponível atualmente pode ser uma importante ferramenta contra as transgressões à lei. Esta jé é amplamente utilizada em países asiáticos, como a China, que faz uso de mais de 200 mi de câmeras de reconhecimento facial, segundo dados do Fantástico. Em Salvador (BA) a tecnologia já foi implementada e tem ajudado na captura de criminosos, ainda segundo dados do Fantástico. Em um país como o Brasil, que tem mais de 320 mil procurados pela polícia, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), esses mecanismos são de grande ajuda.
Por outro lado, com o aumento da segurança, pode ocorrer a redução da liberdade dos cidadãos, por conta do grande poder de controle que o governo passa a ter com esses dispositivos. Exemplo disso, o segundo episódio da primeira temporada da série Black Mirror, mostra uma sociedade inspirada no mito da caverna de Platão, que em sua versão moderna é controlada e iludida por telas e softwares, e tem câmeras em todos os lugares. É preciso que a população intervenha para a manutenção das liberdades e direitos individuais.
Torna-se evidente, portanto, que para a tecnologia ser usada no combate à criminalidade sem abuso de poder governamental, as instituições democráticas precisam ser fortalecidas. Para isso, programas de TV, rádio, e portais na internet devem, recorrentemente, por meio de matérias educativas, abordar os direitos dos cidadãos, e pressionar as autoridades a acatá-los. Dessa forma, a própria sociedade civil também poderá se organizar contra injustiças, garantindo o bom funcionamento da democracia.