A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 31/10/2019

A série Sintonia mostra a realidade das favelas no Brasil e como a criminalidade domina a sociedade. Esse cenário mostra que a tecnologia é uma ferramenta indispensável para o controle da criminalidade. No entanto, o acesso a esse mecanismo pela população é limitado e as formas de aplicá-la precisam ser mais exploradas.

Em primeiro ressalte, a conjuntura atual do Brasil inviabiliza os gastos necessários para implementar a tecnologia ao combate de crimes. A exemplo, o que aconteceu com o projeto-piloto “Em frente, Brasil”, que propôs soluções a criminalidade customizadas as realidades regionais, sem fundamentalmente o uso da tecnologia para isso,  mas, mesmo assim, não se concretizará em escala nacional por falta de recursos. Logo, o uso dessa ferramenta em grande escala também será inexecutável, pois os custos seriam muito maiores.

Há em paralelo, outras formas de valer-se da tecnologia para o combate a criminalidade que não precisam da União para se concretizarem. É o caso do aplicativo “Elas Tchê”, criado na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, que funciona como um UBER restrito para o público feminino com motoristas mulheres, já que segundo pesquisas realizadas pelas criadoras, as mulheres se sentem mais seguras com esse formato, dados os altos índices de crimes de abuso e estupro. Essa ideia amplia as maneiras de usar a tecnologia no combate a criminalidade.

Diante do exposto, na esfera governamental, é competência da União se unir com esferas menores de poder e resolverem a problemática da falta de verbas para investir na tecnologia para a segurança pública, reforçando a fiscalização do uso dos impostos. Ademais, no âmbito populacional, cabe as comunidades criarem ferramentas para combater crimes com base nos problemas locais, com a tecnologia que está a disposição delas. Tudo isso, a fim de melhorar o contexto da criminalidade no Brasil, principalmente em áreas vulneráveis, como as favelas.