A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 31/10/2019
A obra “1984’’ de George Orwell, relata uma sociedade futurista na qual a violência alcançou níveis exorbitantes e, como resposta do Estado, foi reprimida de forma igualmente severa, utilizando-se de uma tecnologia de ponta responsável por manter em vigilância cada passo dos seus cidadãos. De maneira análoga a ficção, quando se observa os altos índices de violência do Brasil e sua proposta de combate-la com tecnologia, percebe-se a proximidade desse ideário a realidade nacional. Nesse contexto, é válido perceber as vantagens da tecnologia no controle da violência, mas, de sobremaneira, não tirar de vista a necessidade de intervir na real raiz da questão: A educação social.
Convém ressaltar, a princípio, a posição do Brasil como possuidor do nono maior índice de homicídios entre os demais países do mundo, conforme dados publicados Organização Mundial da Saúde(OMS), revelam ainda que as taxas brasileiras são cinco vezes a média mundial de homicídios. Nesse contexto, as autoridades tem elevado cada vez mais a procura por soluções que ajam a serviço da segurança, o que posiciona a tecnologia, atrelada a ação conjunta de policiais, em evidência, uma vez que, essa disponibiliza melhores formas de vigilância - drones e câmeras de alta definição que inclusive reconhecem placas de carros - e isolamento - Portarias automatizadas, alarmes controlados remotamente, fechaduras digitais e sistemas de reconhecimento facial.
Cabe perceber, outrossim, que apesar da necessidade e eficiência da tecnologia na captura dos infratores, o medo das punições na intenção de controle social e resolução da violência não devem ser a principal maneira de combate-la. O pensador Pitágoras afirmou " eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”, a luz dessa teoria, percebe-se a fomentação da educação ética e cidadã assumindo melhor forma de intervenção, tanto do ponto de vista financeiro, vide os elevados custos na aquisição de tais instrumentos tecnológicos, como maneira mais eficaz, pois não permitirá falhas de segurança, como se percebe muitas vezes no uso de tecnologia.
Torna-se evidente, portanto, os entraves referentes ao uso da tecnologia no combate à criminalidade. Logo, a priori, compete ao Estado a adoção de tecnologia em ambientes públicos que visem a maior garantia de segurança, no intuito de ajudar os responsáveis pela segurança na captura e penalização dos criminosos, por meio de melhoria nos alarmes e câmeras de vigilância, garantido a identificação facial para facilitar seu paradeiro mesmo que esses sejam bem sucedidos em suas fugas. A posteriori, cabe ao Ministério da Educação a valorização de disciplinas como ética, sociologia e cidadania por intermédio do aumento da carga horária dessas e da melhoria do corpo docente responsáveis, no intuito de disponibilizar uma melhor formação dos cidadãos desde a mais tenra idade.