A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 01/11/2019

Na obra de Michael Foucalt, “Vigiar e punir”, é retratada a estratégia de vigilância constante e reguladora como uma maneira de amenizar a criminalidade. Longe desse cenário é inquestionável que a tecnologia possibilita novas maneiras de combate ao crime. Porém, adentrando na realidade brasileira, há entraves que dificultam a união das tecnologias com as medidas públicas de segurança como o baixo investimento governamental e o alto custo que esses aparelhos demandam e o despreparo tecnológico que os agentes da área se encontram. Nesse contexto, questões econômicas e sociais devem ser postas em vigor a fim de  serem compreendidas e combatidas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, por questões econômicas do governo. De fato, ocorre um déficit no financiamento de novas tecnologias para amenizar a violência no Brasil e quem acaba investindo são os próprios cidadãos que inserem em suas moradias cercas elétricas, câmeras e alarmes. Essa situação pode ser parafraseada com o termo do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “Instituição Zumbi”,  que retrata como instituições deixaram de exercer sua função, nesse caso o estado, que falha no seu dever de assegurar a segurança da população.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que esse atraso em relação as novas tecnologias desenvolvidas para combater a criminalidade causa efeitos negativos para a sociedade brasileira.  Conforme o empresário Steve Jobs “A tecnologia move o mundo”, seguindo esse âmbito é inegável que a para solucionar os problemas de violência é necessário o desenvolvimento das técnicas de solução de crimes e delitos. Segundo o relatório publicado pela revista “Isto é” cerca de 60% dos crimes do Estados Unidos foram solucionados com a ajuda de provas coletadas de câmeras de segurança, o que facilita e agiliza o trabalho de policiais e detetives. Evidencia-se assim, que somente a união de tecnologias mais aprimoradas com as políticas de proteção resolverá tais impasses.

Portanto, diante dos fatos supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar as adversidades apontadas. Urge que o Ministério da Segurança Pública em parceria com prefeituras promova o repasse de verbas para que ocorra uma maior financiamento e inserção de novas tecnologias como softwares de reconhecimento facial, aparelhos como os de videomonitoramentos em ruas e avenidas e drones para que facilite o trabalho de agentes da segurança e em consequência ocorra um aumento no índice de crimes resolvidos. Somente assim o Brasil teria atividades relacionadas a segurança mais desenvolvidas e tecnológicas gerando melhorias nas estatísticas sobre criminalidade.