A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 12/11/2019
Muitas ferramentas tecnológicas poderiam estar ajudando a polícia a resolver e até mesmo evitar a prática de crimes a Segurança Pública é um dos assuntos que mais preocupam os brasileiros,índices de assassinatos comparáveis a países em guerra. Especialistas de diversas áreas apontam como principais causas para a difícil situação que vivemos, as mais diversas razões para o aumento da criminalidade, dentre elas, a falta de investimento em educação, a estrutura judiciária brasileira, na qual existem duas polícias com pouca sinergia no âmbito estadual (Civil e Militar), entre outros. Embora todas as visões acima sejam coerentes, que para mudarmos positivamente a realidade, precisamos de muito investimento. Sim, investimento em materiais e capacitação de policiais. Acredito que historicamente investimos pouco no setor e tal fato possibilitou a consolidação e expansão do crime organizado em todo o território nacional.
O levantamento do IBGE também revela que os percentuais mais elevados de mortes de homens ocorrem nos grupos de 15 a 24 anos, especialmente por causas violentas e acidentais. Esse e outros dados fortaleceram a tese que o Estado Brasileiro além de investir pouco, quando o faz, gasta mau, e em decorrência da má qualidade do investimento - o resultado em geral, é baixo ou comum. No que atinge a segurança pública, por exemplo, os altos índices de criminalidade estão diretamente relacionados à falta de estratégia e inteligência no combate ao crime .Cabe lembrar que criminosos utilizam o que há de melhor na tecnologia.
Além da Ciência de Dados, outras áreas da tecnologia podem ser usadas na resolução de crimes, como o processamento de imagens a partir da inteligência artificial.Para o professor, essa tecnologia – como as impressões digitais e o reconhecimento de íris – serão as principais ferramentas no médio prazo. A China é pioneira nesse campo e monitora mais de 200 milhões de pessoas em tempo real. Por ser uma nova prática, porém, ainda existem fortes discussões sobre os dilemas éticos de se monitorar a população constantemente através de câmeras e algoritmos.
Que o excesso de burocracia Estatal é um dos fatores que atrasam o país, isso ninguém dúvida, mas quando o assunto entra na seara de regulamentação de tecnologias, ao contrário de outros nichos de mercado, a burocracia se multiplica, não sendo raros os casos que além de licenças e homologações de vários órgãos da União, o mesmo equipamento para ser utilizado também precisa de licenças e autorizações Estaduais e às vezes até municipais. Será que num caso de relevante interesse público para a sociedade brasileira, haja vista o caos que vivemos, as autoridades constituídas não poderiam criar mecanismos de licenciamento e homologação simplificados para a Força Pública? Penso que sim. Aliás, não somente poderiam, como deveriam e devem fazê-lo.