A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/11/2019

Autoridades chinesas estão focando no desenvolvimento de tecnologia de reconhecimento facial combinada à inteligência preditiva para ajudar a polícia a combater o crime antes mesmo de ele acontecer. A plataforma CloudWalk cruza informações de atividades realizadas pelo cidadão para classificar o risco de um crime ser cometido,de acordo com criador da plataforma, alguém que compra uma faca de cozinha, por exemplo, não é considerado suspeito. Mas, se a mesma pessoa, adquire um martelo e um saco algum tempo depois, a classificação como suspeita aumenta.

A cidade de Milão, na Itália, utiliza há mais de uma década uma ferramenta que prevê onde assaltos podem ocorrer com base no histórico de dados. Nos Estados Unidos, mais da metade dos departamentos policiais utilizam sistema parecido.

O uso de dispositivos tecnológicos garante maior eficácia dos agentes da lei e aumenta a confiabilidade dos cidadãos na ação da polícia. O uso de instrumentos simples, como câmeras acopladas ao uniforme, reduziu o número de reclamações dos cidadãos em relação à polícia do Reino Unido em 93%, segundo estudo realizado pela Universidade de Cambridge no ano passado.

Que o excesso de burocracia Estatal é um dos fatores que atrasam o país, isso ninguém dúvida, mas quando o assunto entra na seara de regulamentação de tecnologias, ao contrário de outros nichos de mercado, a burocracia se multiplica, não sendo raros os casos que além de licenças e homologações de vários órgãos da União, o mesmo equipamento para ser utilizado também precisa de licenças e autorizações Estaduais e às vezes até municipais. Será que num caso de relevante interesse público para a sociedade brasileira, haja vista o caos que vivemos, as autoridades constituídas não poderiam criar mecanismos de licenciamento e homologação simplificados para a Força Pública? Penso que sim. Aliás, não somente poderiam, como deveriam e devem fazê-lo.