A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 12/11/2019

A Belle Époque caracterizou-se por um ser um período anterior à Primeira Guerra Mundial, onde além da consolidação de uma arte paralela à época vigente, construiu-se uma imensa gama de invenções tecnológicas afim de facilitar a vida contemporânea. A partir de um maior desenvolvimento nessa rede de inteligência, concluiu-se a tecnologia não era apenas uma ferramenta utilitária, mas sim, fundamental, sendo capacitada para a resolução de problemas sociais como a criminalidade por meio de medidas de segurança modernizadas.

Indubitavelmente, o terceiro estágio da Revolução Industrial constituiu-se através de pesquisas de cunho tecno-científico, sendo responsável pela maquinização de ramos profissionais, não sendo diferente com a área da segurança. Com o intuito de uma melhoria de problemas ligados ao resguardo pessoal, ferramentas de tamanha eficiência foram inventadas, tal como alarmes, drones e câmeras de segurança, não substituindo o trabalho de policiais e militares, mas sim, auxiliando em seu ofício. Segundo dados fornecidos pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), um em cada quatro municípios do RS tem câmeras para combater a criminalidade, evidenciando-se então, a popularidade que tais apetrechos vem ganhando.

Apesar de desempenhar um importante papel na seguridade de indivíduos, esses objetos de defesa não fazem parte da vida de todos os cidadãos, destinando-se precipuamente ás classes média e alta em virtude do caracter privado de empresas de segurança que fornecem os utensílios. Em detrimento aos países desenvolvidos, o Brasil concentra a maior parte de sua tecnologia de resguardo em empresas de capital privada, não garantindo uma segurança igualitária e acessível a todos, aumentando ainda mais a desigualdade no país. Inegavelmente, a Constituição de 1988 promete a garantia de medidas de proteção à todos os cidadãos brasileiros, sendo imprescindível então, o investimento em estatais que produzam, qualifiquem e forneçam esses equipamentos.

Para que seja possível o maior proveito e a difusão da tecnologia nos meios de proteção da nação brasileira, é mister que o Ministério da Defesa deve invista em projetos de alta tecnologia, promovendo a estatização de empresas do ramo, permitindo que essa engenharia alcance um maior número de indivíduos e localidades. Ademais, deve-se investir em pagamentos e qualificações para profissionais da área de segurança, não dependendo apenas de máquinas, mas sim uma ação conjunta entre ambos.