A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 22/02/2020
(obs: redação para concurso da banca VUNESP)
A Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988. Para cumprir esse mandamento, o Poder Público precisa se valer dos meios mais eficientes e eficazes disponíveis. Em contrapartida, todo cidadão tem sua parcela de contribuição para atingir tal fim.
As sociedades se transformam no decorrer do tempo e, no mesmo compasso, modificam-se as formas de superarem seus desafios. Nessa linha, vivemos um período marcado pelo uso da tecnologia em todas as áreas da atuação humana e, não diferente, assim tem sido no combate à criminalidade. Sua eficácia se comprova em alguns casos que governantes investiram em recursos tecnológicos para prevenção e repressão do crime. Como exemplo, tem-se a redução em 53% da criminalidade no norte e nordeste do país em 2019, de acordo com o estudo apresentado no “Monitor da Violência” do G1, feito em parceria com o Fórum Brasileira de Segurança Pública e o Núcleo de Estudos da Violência da USP; ou ainda, neste ano de 2020, na cidade de São Paulo, o uso de câmeras de segurança com identificação facial nos metrôs e espaços públicos onde ocorrerão as festas de carnaval, a fim de detectar pessoas procuradas pela justiça ou que eventualmente cometam ilícitos.
Ainda que se invista maciçamente em tecnologia, é essencial que os cidadãos adotem posturas simples de prevenção para sua segurança pessoal e do seu patrimônio, pois o fator de maior preponderância para que o crime ocorra é o estado de vulnerabilidade da pessoa ou do ambiente. Atitudes como não portar celular, dinheiro e bolsa em locais públicos com grande aglomeração de pessoas, comunicar aos vizinhos quando se ausentar de casa, instalar alarmes e câmeras de segurança, contribuem para a inibição do criminoso. Os resultados positivos podem ser verificados, por exemplo, no “Programa Vizinhança Solidária”, desenvolvido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Portanto, como demonstrado, é inegável que a tecnologia favorece consideravelmente o combate à criminalidade, entretanto, para que esse fim seja alcançado, necessária se faz a atuação conjunta entre os chefes de todos os entes federativos e a população em geral, cada qual cumprindo sua atribuição peculiar, numa cadeia de responsabilidade solidária. É essa também a proposta do sociólogo Bauman em seu livro “Confiança e Medo na Cidade”.