A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 10/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos  os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Todavia, a porcentagem de criminalidade ainda persiste intrinsecamente a realidade brasileira. Nesse âmbito, para que seja alcançada  uma sociedade integrada faz-se necessário o incorporamento da tecnologia no combate à criminalidade.

É importante salientar, de inicio, que a educação é o fator essencial no desenvolvimento de um País. Nessa perspectiva, ocupando a nona posição na economia mundial seria racional acreditar que os índices de  criminalidades não fossem tão elevados  no Brasil. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no número de pessoas que adotam o uso da  tecnologia como forma de proteção. Diante do exposto, torna-se necessário que esses equipamentos sejam monitorados por pessoas capacitadas para obter um maior aproveito ao invés  de uma falsa segurança.

Faz-se necessário, ainda, ressaltar que o uso da tecnologia no combate à criminalidade  não é  incorporada de forma homogênea. De acordo, com o sociólogo, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, as classes mais baixas são as mais afetas, haja visto que as tecnologias são principalmente usadas por famílias que detêm um poder aquisitivo maior.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade melhor. Dessa maneira, é inadiável que o Ministério da Justiça e Segurança Pública combata as carências do setor público de maneira geral  por meio de projetos com as comunidades  não só investindo em pessoas qualificadas para o monitoramento como também incentivos para as pessoas adquirirem tecnologias, a fim de inibir a criminalidade no Brasil. Dessa forma, a sociedade brasileira poderia superar os desafios da violência.