A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 18/04/2020
Aquela espiadinha.
O reality show Big Brother Brasil é um dos programas mais emblemáticos da TV brasileira e, conforme os participantes entram na casa - a qual é repleta de câmeras - o público julga os atos dos jogadores e escolhe quem deve sair. Fora do entretenimento, essa prática de “vigiar e punir” tem levantado debates não só sobre o uso da tecnologia para combater à criminalidade, mas também o limite entre vigilância e privacidade.
Em primeiro plano, a tecnologia é uma ótima aliada contra crimes. O filosofo Foucault, o qual defendia que a constante vigilância criaria uma espécie de inspetor onipresente na mente das pessoas. Essa ideia ficou conhecida como dispositivo panóptico; logo, as tecnologias são ferramentas indispensáveis ao passo que não só estão evoluindo e ficando cada vez mais discretas como também quase onipresente, fazendo assim, com que os infratores fiquem inseguros. Em segundo plano, esta excessiva vigia consequentemente, coloca em risco a privacidade das pessoas.
Em um mundo mais conectado, casos de espionagem vêm se tornando comum; como o caso do governo russo cujo foi denunciado na mídia por ter usar dados pessoais das pessoas para interferir nas eleições dos EUA. Dessa forma torna-se necessário limitar a excessiva vigilância para que nossa realidade não se aproxime cada vez mais com a história de 1984, de George Orwell, em que o personagem era observado dentro da própria casa pelo governo.
Por conseguinte, para garantir o direito humano à privacidade a ONU deve informar as pessoas por meio de campanhas educativas sobre a problemática da espionagem para que os povos possam assim, exigir de seus governadores medidas mais firmes como regulamentação da internet deixando-os consequentemente, mais conscientes. Também, é imprescindível que a ONU organize reuniões com líderes mundiais sobre o uso da tecnologia no combate à criminalidade garantindo a privacidade das pessoas.