A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 22/04/2020

Com o advento do meio técnico-científico-informacional após a Guerra Fria nos anos 80, a globalização consolidou-se  firme e permanente ate hoje, presente em todos os aspectos da vida civil. Devido ao desenvolvimento de tantas tecnologias, tornou-se viável o controle de processos, propagação de imagens e vídeos de forma instantânea, entre outros . Funcionalidades as quais auxiliam a um combate eficiente da criminalidade. Entretanto, o uso dessas tecnologias artificiais como forma de segurança encontra muitos impasses, principalmente no que tange  ao alto custo e ao desfoque da responsabilidade estatal.

Em primeiro lugar, é importante considerar o alto valor  do incremento de tecnologias no combate ao crime. É fato que a possibilidade de evitar confrontos, de preservar a vida de muitos policiais- que enfrentam diretamente o crime- com o uso da tecnologia como forma de monitorar, captar imagens e informações parece um solução perfeita. No entanto, ao ponderar a enorme extensão do território brasileiro, por exemplo, com mais de 8000 quilômetros quadrados e 26 estados federados, tal solução torna-se inviável financeiramente ao considerar os custos  e também a manutenção, para ofertar no território como um todo. O que evidencia a necessidade de combater as raízes do crime  e usar a tecnologia apenas como auxílio.

De outra parte, é necessário pontuar o papel do estado como órgão regulamentador social. De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, é papel do estado garantir qualidade de vida e seguranças aos cidadão, o que vai de encontro ao fato de colocar a tecnologia como único meio de garantir a proteção social.  É importante reaver  a educação, a qualidade de vida da população, os fatores que conduzem os indivíduos ao mundo do crime. De nada adianta controlar os frutos do crime se as raízes permanecem fortes. Demonstra-se, dessa forma, a necessidade de medidas eficazes, que possam usufruir do melhor que as inteligências artificiais podem proporcionar  mas sem assumir  o papel do estado.

Infere-se, portanto, que é de fundamental importância que o Ministério Público proporcione  o direcionamento de verbas para investimentos em minicursos de empreendedorismo que sejam ofertados gratuitamente, principalmente para as camadas mais pobres da sociedade a fim de que essas não  sejam conduzidas ao crime por falta de oportunidade. Adicionalmente, como forma de preservar o papel estatal e incrementar a tecnologia apenas como aliada, o ministério da educação deve incentivar as universidades públicas com projetos de extensão a desenvolverem tecnologias com recursos brasileiros afim de diminuindo os custos com importação de tecnologias.