A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
Batman é um herói sem super-poderes, mas que combate a criminalidade em Gotan City por meio do uso da tecnologia. Embora fictício, tal contexto demonstra a capacidade do aparato tecnológico em promover segurança pública. Diante disso, fora das histórias em quadrinhos, nota-se a necessidade de aperfeiçoar o monitoramento nas cidades e de tornar o sistema prisional mais eficiente por meio do uso da tecnologia, tudo isso a fim de combater a criminalidade no Brasil.
De início, os grades centros urbanos são os que mais sofrem com o aumento da criminalidade, mesmo a maioria dos ambientes comerciais já possuindo sistema próprio de filmagem. Isso ocorre porque apenas monitorar não é eficaz na inibição de práticas criminosas, pois o aparato tecnológico de câmeras, reconhecimento facial e acionamento da justiça deveriam estar interligados para um combate eficaz da criminalidade. Essa pouca eficiência vai de encontro ao direito de ir e vir em segurança garantido pela Constituição Federal de 1988. Portanto, a aplicação da tecnologia de monitoramento deve ser aperfeiçoada a fim de combater, de fato, o crime nos centros urbanos brasileiros.
Em segundo lugar, o uso tecnológico tem o potencial de tornar o sistema prisional mais eficiente, reduzindo a criminalidade. Essa necessidade advém dos altos índices de reincidência criminal no Brasil, pois, muitas vezes, as penas não têm estruturas suficientes para reinserir o preso na sociedade, como garantia de emprego, cursos de qualificação e educação básica. Dessa maneira, a tecnologia seria ferramenta útil por meio do uso da inteligência artificial para mapear os motivos da reincidência a partir de uma base de dados nacional, para acelerar processos de inquérito e julgamento e para especializar as prisões de acordo com os níveis criminais. Prova dessa necessidade de melhorar o sistema prisional é que o índice de reincidência chega a 70% no Brasil, segundo O Globo, assim, a tecnologia é indispensável no combate ao crime por intermédio de um sistema mais justo e eficiente.
Diante do potencial uso da tecnologia no combate ao crime, é fundamental que os Governos Estaduais integrem as redes de monitoramento urbano ao acionamento policial eficaz por intermédio de câmeras ligadas a agências de análise e mapeamento de viaturas ou policiais próximos ao local, a fim de aumentar a segurança pública. Somado a isso, as Universidades devem, no setor de tecnologia, desenvolver inteligência artificial que otimize a atuação do sistema prisional por intermédio de uma base de dados nacional comum dos penitenciários com histórico de emprego, escolaridade e renda para que sejam direcionados a suas penas de acordo com o nível do crime cometido e com a intenção de sanar possíveis lacunas de direitos humanos ao longo da vida, como falta de educação ou oportunidade de trabalho, objetivando melhor reduzir os alto índices de incidência criminal no Brasil.