A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 29/05/2020
O filósofo Herbert Marshall define, em seu conceito de aldeia global, que as novas tecnologias foram capazes de encurtar distâncias, tal como em uma aldeia. No tocante à segurança, tanto privada quanto pública, percebe-se as aplicações dessa ideia, já que as inovações tecnológicas proporcionaram maior eficiência no combate à criminalidade. Entretanto, precisa-se entender que o aumento das buscas por equipamentos de seguranças funcionam tanto como um sinalizador dos índices de criminalidade no corpo social, bem como mascarador dos reais responsáveis pelo combate ao crime.
É preciso, inicialmente, entender que as tecnologias facilitaram o trabalho dos oficiais encarregados de combater os crimes, trazendo agilidade para o seu serviço, como identificar os suspeitos com o auxílio das câmeras. No entanto, ao mesmo tempo em que se deveria ter mais segurança, observa-se o contrário. Isso acontece, essencialmente, porque tanto a população inocente quanto as esferas que combatem a criminalidade acreditam, em grande parte, que a exposição de câmeras ou proteções elétricas são capazes de afastar a criminalidade como uma espécie de “câmera pela câmera”(análogo à arte pela arte), ou seja o uso dos artifícios tecnológicos como solução por si mesmo, quando, na realidade, não é.
Pontua-se, do mesmo modo, que as inovações tecnológicas também são responsáveis por mascarar, de certo modo, os reais encarregados pelo combate à criminalidade. Isso está ocorrendo, cada vez mais na esfera social, porque observa-se que não é o Governo que se certificado da segurança das ruas e sim os indivíduos que, com seus próprios recursos, previnem-se, havendo, desse modo, uma reversibilidade dos papeis sociais, no qual o Estado deveria garantir igualdade de segurança a toda a população, tal como o artigo 5 da constituição brasileira garante, adotando o uso de tecnologias eficientes para o melhor combate à criminalidade, e não é o que acontece.
Entendendo, portanto, que a tecnologia é um recurso para combater a criminalidade e que sua precariedade não contribui para a segurança da população, é de extrema importância que o Ministério da Justiça, em virtude do seu poder aquisitivo, forneça verbas às Secretarias da Segurança para que esta dê o devido atendimento a adoção de tecnologias para o melhor combate á criminalidade. Isso deve ser feito por meio da implementação de câmeras de segurança nas ruas, para o melhor monitoramento policial do bairro, bem como o aumento da inclusão de agentes da segurança tanto para fazer o monitoramento do sistema, bem como a segurança dos bairros. Essa medidas devem ser adotadas a fim de, por meio do uso da tecnologia, melhorar a segurança da população e consequentemente reduzir a criminalidade.