A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/06/2020

No período da Guerra Fria, intensificou-se as práticas de espionagem sistemática, chamadas de “Big Brother”, entre as duas antigas potências mundiais. Esse mecanismo de controle consistia no uso de instrumentos tecnológicos que objetivavam a fiscalização do país oponente e a prevenção de ataques bélicos. Nesse sentido, atualmente, essa tecnologia é programada para proporcionar a segurança individual, além prevenir ações criminosas. Assim, esses meios de defesa e providência podem coibir e desestimular atos delinquentes.

Primeiramente, o conhecimento científico, sobretudo da física einsteiniana, possibilitou o combate mais efetivo da criminalidade. A partir disso, foram criados instrumentos para rastreamento e mapeamento de lugares propícios à ações delinquentes. A exemplo disso, tem-se os dispositivos de satélites para o monitoramento das áreas florestais. Estes objetivam a busca e apreensão de autores do extrativismo ilegal, como ocorre na Amazônia - tendo em vista a preservação do meio ambiente, além de punir, conforme a Lei, os responsáveis pela degradação do ecossistema. Assim sendo, esses aparelhos tecnológicos são imprescindíveis no combate à criminalidade em defesa do biossistema.

Ademais, o uso da aparelhagem tecnológica visa a desestimulação de atitudes transgressoras da lei. Isso se dá por meio da instalação de ferramentas de observação, como as câmeras de vigilância, e a consequente prevenção da ação criminosa. De acordo com o filósofo Michel Foucault no livro “Vigiar e Punir”, a coerção dos corpos consiste no patrulhamento social da ação delinquente e no castigo pelo desvio da conduta que acaba por minimizar atitudes contrárias à lei. Com isso, roubos e furtos dentro de estabelecimento e propriedades sob observação tende a ser ínfimos.

Portanto, é necessária a ampliação de instrumentos tecnológicos que objetivem o combate à criminalidade. Desse modo, cabe ao Estado estender e incentivar o uso desses aparelhos científicos, por meio de investimentos em tecnologia. Isso será possível pelo impulsionamento de pesquisas em Institutos Federais na área de eletrônica na construção novos equipamentos de segurança, visando a detecção de ações criminosas, sobretudo nas áreas florestais. Ademais, o Governo deve estimular o uso de instrumentos de vigilância em ruas e em estabelecimentos, mediante a exposição de informações (além da ajuda a microempreendedores) sobre o decrescimento de roubos e furtos em lugares sob observação. Isso será efetivado pela distribuição de resumos sociológicos acerca da coerção das atitudes delinquentes, segundo Foucault, objetivando a prevenção contra crimes.