A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/06/2020
No livro “1984”, de George Orwell, há uma frase presente em várias partes: “o Grande Irmão está de olho em você”, pois em todos os locais, casas, ruas e estabelecimentos, havia uma espécie de câmera (o Grande Irmão) que monitorava todos os atos dos cidadãos. Nessa óptica, pode-se notar que, quando há tecnologia o suficiente, visando a segurança, e não a opressão popular, como no livro, os casos de criminalidade podem diminuir. Entretanto, no Brasil, a falta de investimento em segurança pública passa a ser um obstáculo para a implantação dessa nova segurança tecnológica.
Em primeira análise, com os avanços tecnológicos, torna-se mais que necessário o uso dos mesmos no combate ao crime, visto que as denúncias de cibercrimes (crimes cometidos na internet) aumentou cerca de 110% em 2018, segundo o site de informações da Rede Globo (G1). Assim, vê-se que, do mesmo jeito que os crimes virtuais estão aumentando, o combate e prevenção dos mesmos devem aumentar, portanto, precisam de investimento nos mesmos. Ainda, além do dever de utilizar a internet para o combate e prevenção dos cibercrimes, deve-se usá-la também contra os crimes físicos, como homicídios e assaltos.
Em segunda análise, de acordo com o escritor Augusto Cury, o desenvolvimento tecnológico não trouxe desenvolvimento psíquico esperado, algumas coisas melhoraram, outras pioraram. Dessa forma, como a tecnologia permitiu o aumento de crimes, uma das coisas ruins, deve também servir como combate dos mesmos, uma das coisas boas. No entanto, a falta de investimento financeiro nas mesmas por parte dos Governos Federais e Estaduais ainda é muito grande, o que facilita bastante a aumento de cibercrimes. Entretanto, cabe ressaltar que, a máquina e suas tecnologias não substituem o homem, mas ajuda-o na evolução das coisas.
Nessa óptica, conclui-se que, para o combate da criminalidade com o auxílio da tecnologia, o Ministério da Justiça deve incentivar a busca por novas tecnologias através de estudos feitos por profissionais e estudantes das áreas da computação e segurança que comprovem a eficácia dos mesmos, visando a rapidez da resolução de crimes e prevenção dos mesmos. Ainda, o Ministério da Economia deve investir nos projetos tecnológicos na área criminal, mandando recursos financeiros, tanto para os estudos e desenvolvimento, quanto para a instalação dos aparelhos nos Estados e municípios, para que, assim, o Grande Irmão esteja de olho (apenas) na segurança pública e a sociedade possa viver sentindo-se segura.