A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
O inventor, Steve Jobs, afirmou que a tecnologia move o mundo. Sob esse olhar, é possível notar os efeitos que essa tem sobre o corpo social, como no combate à criminalidade. Entretanto, há algumas adversidades, pois, a escassez de recursos financeiros para manter esse novo sistema e a falsa impressão de que ele é suficiente para combater a criminalidade, tornaram-se grandes problemas dentro da sociedade. Logo, é necessário averiguar a situação pautada.
A princípio, é indispensável citar que um dos entraves enfrentados em usar as novas tecnologias no combate à criminalidade são mantê-las, devido aos seus altos custos. Contudo, é dever do Estado garantir segurança aos cidadãos, como é visto na Constituição de 1988, porém, com a falha do governo em garantir tais direitos, cabe às pessoas arcarem com as despesas para se manterem protegidas, e isso tem sido bastante dificultoso por tratar de elevados investimentos. Nesse contexto, segundo a revista Valor Econômico, a instalação dos sistemas de segurança mais simples, em São Paulo, está custando por volta dos 450 mil reais, um valor bem inacessível para a grande maioria. Assim, medidas devem ser feitas para que essa questão se contorne.
Outro ponto que merece destaque, é a falsa impressão de que com apenas esses recursos tecnológicos a criminalidade é combatida totalmente. Nesse sentido, tal ilusão representa grande perigo para a sociedade, pois, a deixa achar que pode dispensar todas as medidas básicas de prevenção, sem preocupar em usar outros meios para o combate. Dessa forma, de acordo com o filósofo Aldous Huxley, os fatos não deixam de existir só porque são ignorados, o que de maneira análoga, representa os riscos que existem quando as pessoas creem que com apenas sistemas tecnológicos estão protegidas. Dessa maneira, atitudes devem ser tomadas para que isso seja mudado.
Infere-se, portanto, que a questão acerca da tecnologia no combate à criminalidade possui adversidades para a sociedade, como: mantê-la devido ao seu alto custo e a sua falsa impressão de ser suficiente no combate ao crime. Logo, o Estado, que tem por finalidade manter a sociedade no desenvolvimento, deve investir em sistemas de segurança que monitorem locais públicos, por meio de policiais e sistemas de câmeras, para que assim a população não precise bancar o seu próprio sistema, tendo em vista, que já será garantido um eficaz pelo governo. Além disso, o Ministério de Segurança Pública em conjunto com o Ministério da Educação, devem propagar palestras sobre a importância de se manter as medidas preventivas básicas no dia a dia, através das escolas e das mídias sociais, com o intuito de conscientizar o corpo social da relevância de ter tal postura. Sendo assim, a situação estará atenuada.