A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 29/05/2020

Mormente,é possível perceber que há no comportamento do governo brasileiro certa negligencia quando se fala da falta de recursos para manter a inovação tecnológica e o mito de que essa tecnologia é suficiente para evitar que crimes ocorram,atenuando umas das principais causas para a difícil situação que vivemos quando se fala sobre violência.Fazendo jus  à teoria da socióloga Hannah Arendt,segundo a qual há uma “banalização do mal”  passou a ser parte sutil,automática e perigosa no comportamento humano.Negligenciar esse problema é alimentar a violência.De fora análoga,devemos analisar o investimos pouco no setor e  a provável diminuição da privacidade individual.

Decerto, segundo dados levantados  pelo  IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),em Minas Gerais,a violência e acidentes foram as maiores causas de mortes entre os jovens e adolescentes no estado no ano de 2013. O levantamento do IBGE também revela que os percentuais mais elevados de mortes de homens ocorrem nos grupos de 15 a 24 anos, especialmente por causas violentas e acidentais.Logo,a negligência do Estado e a falta integrada de recursos tecnológicos dificulta a resolução desse impasse. A esse repeito,segundo o pensador Michel Foucault, com a teoria do “Pan-óptico”, ressalta a importância da vigilância para a manutenção do comportamento moral dos indivíduos, uma vez que a ideia de observação e a posterior punição para atos imorais resguardaria tal ocorrência.Nesse contexto, quando se fala em estratégia e inteligência, além de técnicas e profissionais treinados e qualificados,é dever do Estado buscar métodos de vigilância para o combate à criminalidade no país.

Outrossim, a diminuição da privacidade individual por causa do uso de tecnologias para supervisão social é algo negativo.Quando empresas de tecnologia são contratadas para coletarem informações privadas de atividades pessoais de políticos e cidadãos, o que, de certo modo, fere os direitos de liberdade individual garantidos pela Constituição de 1988.Por consequência,compromete a privacidade.

Observa-se,então,que o Estado brasileiro deve tomar medidas urgentes,na qual assegure a implantação efetiva das tecnologias para combater a criminalidade no país.Ademais,o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve, por meio de verbas governamentais e planos diretores de curto prazo, cobrar dos estados a aquisição e a manutenção, mediante protocolo, de equipamentos tecnológicos de salvaguarda social, como as câmeras e as plataformas de compilação das denúncias nas cidades.Ademais, o poder Legislativo deve intensificar as leis que garantem a liberdade e privacidade à população, com imposição de multas severas aos que ferirem a constituição.