A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/06/2020

O filósofo Auguste Comte afirmava que a Ordem consiste na conservação e manutenção de tudo o que é bom e positivo. Outrossim, tal máxima positivista está atestada na bandeira nacional brasileira, a saber, com o lema “Ordem e Progresso”. Diante de tamanhas conjunturas, o Brasil, lamentavelmente, rompe com esse ideário escrito, uma vez que perpetua uma das maiores desordens humanas: a criminalidade. Isso ocorre devido à precariedade tecnológica nos âmbitos da fiscalização e da logística.    A priori, é importante compreender que a insuficiente tecnológica, no setor fiscalizatório, é uma causa basilar para a manutenção dos crimes. Nesse contexto, tem-se a concepção do “efeito do Panóptico”, do filósofo “Foucault”, a qual exprime a visão de que, mediante a presença de vigilância, o ser humano executa uma quantidade menor de delitos. Percebe-se, então, que o Brasil rompe com a lógica do pensador, visto que existem poucos instrumentos de fiscalização, como os postos policiais, nas regiões públicas, por exemplo, praças e ruas, segundo o jornal “O Globo”. Isso é lamentável, porque significa o crescimento do medo, insegurança e violência na vida dos tupiniquins. Portanto, é necessário um maior investimento em aparelhos tecnológicos para mitigar tal realidade é absurda.

A posteriori, é imperioso saber também que a falta de tecnologia, no espaço logístico, é o outro motivo cardinal para a continuação da criminalidade. Sob esse viés, exprime-se a narração do “Tropa de Elite”, filme baseado em fatos, a qual ilustra duas realidades. Dessa forma, a primeira delas é a importância de possuir, nas instalações de segurança, mecanismos para a comunicação entre agentes e sociedade, como os computadores, haja vista que torna as operações de combate à violência mais rápidas e precisas. Outrossim, a segunda visão é relacionada ao péssimo tratamento fornecido às entidades de policiais, pois, mesmo sabendo da necessidade de possuir equipamentos novos e atualizados, elas tinham, geralmente, máquinas com processamento lento. Tamanho quadro é precário, absurdo e catastrófico, visto que fere as diretrizes, preceitos e direitos à vida, à segurança e à liberdade ratificados tanto na Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto na Constituição Cidadã.

Destarte, a tecnologia insuficiente seja na área da fiscalização , seja da logística é um fator que deve ser diminuído. Para tanto, é mister que o Ministério da Justiça e Segurança potencialize a vigilância, mediante não só pela atualização dos equipamentos atuais, como as câmeras e computadores, mas também pela construção de novos postos policiais com o escopo de efetivar a teoria de “Foucault” no Brasi. Ademais, é mister que o Poder Executivo invista fortemente na rede de informações da polícia, por intermédio da disponibilização de centrais de comunicação entre agentes e população, como a criação de aplicativos de celular, com o desígnio de agilizar operações  contra à criminalidade.