A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 02/06/2020
Segundo Steve Jobs, empresário na área de informática, " A tecnologia move o mundo". Nessa perspectiva, torna-se evidente a importância do avanço tecnológico no combate da criminalidade no Brasil. Entretanto, a falta de medidas governamentais para o desenvolvimento tecnológico na sociedade e a diminuição da privacidade são impasses na segurança do País.
A priori, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a segurança pública é dever do Estado. Dessa forma, a falta de recursos tecnológicos para a garantia da proteção da população é um impasse na atualidade. Hodiernamente, segundo Jean Jacques Rousseau, filósofo iluminista, a existência de um contrato social na sociedade permite a realização do bem geral da comunidade em troca de uma parte da liberdade de tais indivíduos. Com isso, o desprovimento e a desigualdade na utilização da tecnologia de ponta nos territórios de países subdesenvolvidos, como o Brasil, é uma realidade a qual contrapõe-se o contrato social de Rousseau.
Ademais, o uso exagerado da tecnologia para a supervisão social pode prejudicar a privacidade individual de diversas pessoas na população. Dessa maneira, de acordo com a obra “1984” , do escrito George Orwell, a sociedade fictícia é constantemente vigiada pelo governo autoritário chamado “Grande Irmão”. Nessa perspectiva, fora dos tablados ficcionais, o uso descabido dos métodos de segurança por autoridades do governo ou de instituições privadas descumprem os direitos de liberdade dos cidadãos. Desse modo, torna-se evidente a necessidade da implantação de medidas que garantam a diminuição de crimes juntamente com a manutenção de um governo democrático.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esses impasses. Cabe ao governo, como gestor dos direitos coletivos, juntamente com o Ministério da Educação, garantir a diminuição da criminalidade e o aumento do desenvolvimento de tecnologias para a segurança pública no País, através da destinação de verbas para a melhoria do ensino público, para a criação de projetos na área da informática e robótica, com o objetivo de aumentar o número de adultos envolvidos no campo tecnológico e, por fim, fora do mundo do crime. Além disso, faz-se necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública garanta a liberdade individual dos indivíduos da sociedade, através do monitoramento e mandatos de limitação das respectivas ações de segurança do governo e de instituições privadas, com o objetivo de concretizar as leis de um País democrático existentes na Constituição Brasileira de 1988.