A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
Na série de filmes ‘‘Vingadores’’ da Marvel, é recorrente o uso de tecnologia de ponta por Bruce Banner e Tony Stark para localizar o inimigo e prendê-lo. Fora da ficção, é notório que o emprego de inovações tecnológicas na luta contra a criminalidade é de fundamental importância, pois, em semelhança com o que transmitido nesses filmes de heróis, há maior eficiência no combate criminal com o auxílio de tal ferramenta. Sob essa perspectiva, é válido analisar a falta de investimento estatal na aplicabilidade nesses programas, assim como o reflexo de tal ação na sociedade.
É preciso compreender, em primeira análise, que, segundo a Constituição Brasileira de 1988, é função primordial do Estado fornecer segurança para os cidadãos. Com base nesse viés, a omissão dessa instituição social, no que concerne à falta de atribuição de recursos tecnológicos no combate à criminalidade, revela, em última instância, sua falha com a comunidade. Essa ineficiência foi constatada na pesquisa realizada por Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em 2018, na qual revela que o Brasil investiu 1,26% do PIB em Programas e Desenvolvimento. Essa baixa porcentagem corrobora diretamente para o aumento dos índices de criminalidade, pois, sem o devido preparo, a investigação, além de ser prolongada e onerosa, é suscetível a maiores margens de erro.
Ademais, a respeito do resultado dessa falta de incentivo estatal, observa-se que a sociedade é afetada por tal ação. Tal fato é comprovado ao tomar como base a Europa, a qual possui 85% das cidades com maior índice de prosperidade e qualidade de vida, pois há um planejamento de estratégia e inteligência no combate ao crime. No Brasil, em contrapartida, nota-se que as infrações cometidas aumentam exponencialmente com o decorrer dos anos e os cidadãos sentem apreensão constante, pois esse direito de segurança pública é subjugado. Destaca-se, também, a existência de crimes cibernéticos que, por haver poucas inovações tecnológicas eficazes, estão se expandindo e vão desde infrações como cyberbullying até estelionatos eletrônicos e pornografia infantil.
Percebe-se, portanto, que o Estado é responsável pela segurança pública e a omissão dessa incumbência reflete de forma incisiva na sociedade. Logo, a fim de que essa problemática seja mitigada, é imprescindível que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, responsável pelo setor tecnológico do país, forneça investimento monetário para pesquisas e trabalhos científicos nas Universidades Públicas do Brasil e Polos de Tecnologia. A partir de tal incentivo, deve haver uma rede de instalações em cada Unidade Federativa, com ouvidorias públicas para que a população possa reivindicar melhorias na segurança, tanto nas ruas como na internet, as quais deverão ser atendidas e aplicadas com os resultados dos estudos científicos e tecnológicos realizados.