A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 29/05/2020

“A tecnologia move o mundo.” Sentença regida por Steve Jobs, empresário e inventor no setor da informática, faz uma forte alusão ao impacto que a tecnologia causa na sociedade atual, com avanços científicos e transformações significativas para a população. Nesse sentido, entende-se que o mundo tecnológico afeta a vida humana em diversas áreas, podendo ser refletido na luta contra delitos, por exemplo. Sendo assim, com o desenvolvimento de mecanismo de investigação e a criação das novas mídias, proporcionados pela tecnologia, torna-se mais fácil o combate à criminalidade.

Em primeira perspectiva, nota-se o papel dos avanços tecnológicos como fator principal para o desenvolvimento de instrumentos mais eficazes para a luta contra os crimes na sociedade. Sob a ótica da Revolução Técnico-Cientifico-Informacional, no século XX, quando houve diversos avanços e descobertas, desenvolveu-se áreas da robótica e da informática, ou seja, surgiram mecanismos que facilitam investigações e a atuação de autoridades combatentes do crime. Com isso, é notório que, quando se fala de estratégias, além de técnicas e profissionais treinados e qualificados, o Estado necessita de ferramentas tecnológicas adequadas para o combate à ilegalidade.

Vale ressaltar, ainda, que com a tecnologia foi desenvolvido as mídias sociais, as quais têm um intenso poder de influência nos cidadãos. Segundo o filósofo Michael Foucalt, o homem é submetido à forças e poderes, como as mídias e os meios de comunicação, que dominam saberes e discursos mutáveis, fabricando a disciplinarização dos corpos. Logo, o homem ao ser bombardeado de afirmativas e valores advinda da internet, absorve como verdade e conduz sua vida baseado naquilo que consome. Portanto, as mídias, quando usadas como mediadores de mensagens anticrimes, podem ser utilizadas como uma ferramenta de combate à criminalização.

Desse modo, a tecnologia proporciona meios para erradicar os atos ilegais da sociedade, com o uso  de instrumentos tecnológicos e, também, o desenvolvimento das mídias, como modelador social. Primeiramente, cabe ao Governo Federal, organizador social, em conjunto ao Ministério da Ciência, responsável por desenvolver o patrimônio científico, criar aparelhos avançados e eficazes de localização e comunicação, por meio de investimentos em cientistas e técnicos especializados na área da tecnologia investigativa. Dessa forma, o trabalho de autoridades que combatem o crime seja facilitado e melhor desenvolvido. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, como mediador educação e formação do indivíduo, entrar em contato com a população disseminando valores éticos e morais, por intermédio das propagandas nas redes sociais. Assim, poder-se-á usar a tecnologia como fortalecedor para a demanda contra crimes, e movendo o mundo de forma positiva.