A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/06/2020

De acordo com o filósofo Michel Foucault, os seres humanos são regidos pela “lei do vigiar e punir”,ou seja, apenas se faz o certo quando tem alguém observando para que assim a lei seja posta em prática. Dessa forma o pensamento proposto pode ajudar no tema em questão,uma vez que com o uso da tecnologia que estimule o combate a criminalidade fica mais fácil a própria população ajudar a  “vigiar” os que corrompem a lei e a não ficar tão passiva com o aumento da criminalidade no Brasil.

Segundo o filósofo Mário Sergio Cortella, a mídia é vista como um corpo docente, ou seja, é tida como formadora de opiniões, além de ser,atualmente,um dos principais meios de comunicação. Assim o uso da tecnologia é essencial para ajudar no combate a criminalidade, visto que quanto mais se esclarece sobre o tema mais estimula as pessoas a não naturalizar o problema, ainda contribui na mais rápida apreensão e causa a sensação na população de que estão mais seguras. Além disso, a inserção do assunto em questão ajuda a facilitar e expandir a vigilância, como também a criar um novo modelo social em que se incentive as pessoas a se comportar conforme a lei independente de câmeras, com o uso da “teoria do habitus”, proposta pelo sociólogo Bordieu, que é quando se interioriza aquilo que é exterior.

Somado a isso, consoante o pedagogo Paulo Freire, a educação brasileira é tida como"bancária", que é a pedagogia da passividade e da repetição,e com isso temas como a criminalidade não são colocados em questão no meio social. Tal fato é ainda mais pertinente uma vez que as tecnologias, que são os principais meios de comunicação na atualidade,não colocam o assunto em questão e assim acabam mascarando a  realidade sobre o aumento do assunto em análise fazendo com que a população tenha uma falsa impressão de que a criminalidade não está mais tão alta no meio social. Isso acontece, pois a Revolução Tecnológica implementou um novo modo de vida social no qual a informação é a principal “arma” para combater problemas sociais, mas a falta de incentivo no confutar à criminalidade,faz com que ele se torne algo natural, já que os principais meios de obter informação não colocam o tema em questão.

Faz-se necessário, portanto, o investimento por parte do governo junto com o ministério da educação em um ensino que vise tronar o sujeito mais crítico e que ajude a inserir a tecnologia no combate a criminalidade, por intermédio de palestras com especialistas no assunto que estimulem os alunos a criarem ideias que possibilitem a contribuição das tecnologias para o problema em questão, a fim de que a passividade e a falta de debates nos meios de comunicação não sejam mais um  empecilho