A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 04/06/2020
Através da frase do poema de Carlos Drummond de Andrade, “No meio do caminho tinha uma pedra”, é possível desenvolver uma analogia com a persistente situação de criminalidade do país. Sob tal concepção, atualmente, a aplicação da tecnologia possibilita novos meios de combater essas violações constitucionais. Nesse quadro, o maior uso desses mecanismos, tanto por parte da população, quanto pelos órgãos responsáveis pela segurança do indivíduo, é necessário para mitigar a prática de transgressões no Brasil.
Em primeira análise, é importante ressaltar que ao longo dos anos, a criminalidade, no Brasil, cresceu de forma acelerada, em função da impunidade vigente no país e de políticas sociais frágeis, no que diz respeito a salvaguarda dos indivíduos. Nesse viés, o uso de câmeras e sistemas de segurança avançados, amplamente vistos em prédios e residências atuais, apoia-se no modelo panóptico, abordado pelo filósofo Michel Foucault, em sua obra “Vigiar e Punir”, o qual teoriza a disciplina de ações e corpos pela ideia de observação. Entretanto, esse mecanismo nem sempre garante a integridade pessoal e material de seus usuários, sendo necessário haver uma conexão em tempo real entre essas tecnologias e o órgão responsável pela imposição da lei.
Ademais, a utilização de drones remotamente controlados, pela polícia, é um artifício o qual, se corretamente aplicado, pode colaborar com a localização precisa de locais de atividades criminosas, como o tráfico de drogas e armas. Dessa forma, esse sistema de vigilância permite a ação organizada dos oficiais, cujo principal objetivo, além de obter sucesso na operação anti criminal, seja assegurar a preservação da vida dos civis inocentes, a fim de que casos como o do garoto de 14 anos, baleado em operação da PM em comunidade do Grande Rio, não tornem a ocorrer. Além disso, aplicativos integrados ao sistema policial, os quais facilitem a transmissão de denúncias e informação sobre crimes, por parte da população, possibilitam a agilidade nas investigações e julgamentos das violações constitucionais, já que a lentidão do sistema é um dos principais motivos de impunidade no país.
Em suma, é indispensável à garantia da ampla integração tecnológica no combate à criminalidade, que as Empresas de Segurança, forneçam sistemas os quais sejam compostos por materiais tecnológicos, informações de uso e prevenção contra crimes e uma base profissional de atendimento e suporte, a fim de promover a ampla salvaguarda de seus usuários. Por fim, o Ministério da Segurança deve investir na compra de equipamentos eletrônicos, como drones, sistemas operacionais e “softwers”, os quais deem estrutura ao trabalho policial e facilitem o pleno sucesso de suas operações, com intuito de preservar os cidadãos e assim, possivelmente retirar essa pedra do caminho.