A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 04/06/2020

Segundo o empresário ,no setor de infromática, Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Essa máxima, atualmente, se manifesta de forma expressiva, especialmente, na necessidade do uso tecnológico no combate à criminalidade sufocante do Brasil, por meio de seu poder coercitivo aplicável e sua potente capacidade de identificação criminal.

A princípio, é preciso correlacionar a tecnologia e o poder repressor sobre a criminalidade como uma forma de combate efetiva. Isso acontece, pois à tecnologia está incluída o que o sociólogo Erving Goffman denominou de “Fatores coercitivos”, ou seja, métodos que remodelam o comportamento individual ao coletivo. Nessa perspectiva, a utilização de recursos tecnológicos, como câmeras de segurança nos grandes centros urbanos, sistemas de denúncia virtuais e propagandas de conteúdo crítico aos crimes sociais, entre outros tornam-se mecanismos fundamentais para o combate criminal, o que pressupõe um maior destaque a essa ideia no âmbito  tecnico-científico para que possa ser aprimorada e efetuada nos ambientes sociais e digitais.

Além disso, é necessário salientar o combate à criminalidade decorrido do pertinente processo,  aperfeiçoado, de identificação dos criminosos por meio dos aparelhos inovados pela tecnologia. Isso acontece devido a incapacidade do anonimato de bandidos nos meios virtuais, o que pressupõe a facilidade de monitoramento das autoridades de investigação. Exemplo disso, o Ministro da Justiça Alexandre Moraes, por meio da Operação Hashtag, que se manifestou como método aprimorado de rastreamento criminal nas redes sociais, prendeu 12 pessoas com o propósito de um ataque terrorista à olimpíada de 2019. À luz disso, por meio das plataformas digitais, como facebok, instagram, entre outras, a luta contra o crime tornou-se capaz de alcançar até mesmo a prevenção. Dessa forma, deve-se haver a cooperação de empresas ,que coordenam esses ambientes, com o Estado para que esse possa exercer a atividade preventiva de forma mais eficiente.

Portanto, de acordo com o que foi dito, é notório as diferentes formas de combate à criminalidade por meio do uso das tecnologias modernas. Nesse sentido, cabe o Estado usar o potencial de coerção ao crime atribuído pelas tecnologias, por meio de investimentos pertinentes ao setor de propagandas de cunho ético e que, além de transmitir mensagens, fomentem a denúncia popular ativa nos meios digitais, como celulares. Ademais, empresas, como o facebook, devem priorizar a luta contra o crime nas plataformas digitais com a identificação criminal capacitada pelo aparato tecnológico. Para isso, a utilização de algorítimos para o monitoramento desses ambientes deve ser ampliada e, caso haja suspeitas, sejam acionadas as forças policiais para que se efetue a prevenção de delitos.