A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/06/2020

No período da Segunda Guerra Mundial, as tecnologias exerceram um papel muito importante no combate aos ideais totalitários e criminosos do regime nazista. Nesse contexto, o matemático Alan Turing desenvolveu uma inovação tecnológica capaz de decodificar ataques iminentes e, consequentemente, proteger a sociedade de uma operação criminosa. A partir disso, percebe-se que o uso dessas inovações já foi utilizada desde o século passado, cabe, então, discutir sobre tal problemática, a saber: o aprimoramento dessas metodologias para se adequar ao avanço do crime organizado e expandir para todos os âmbitos do corpo social.

Primeiramente, vale analisar o avanço da criminalidade inteligente e a importância da utilização dessas inovações. Nesse viés, com o surgimento das histórias em quadrinhos, o super-herói “Batman” se destacou pela capacidade de utilizar as tecnologias, e não super-poderes, na luta contra os criminosos e fora da lei. Tal engenhosidade permitiu que esse personagem se destacasse dentre todos os demais, visto à tentativa de superar a crescente inteligência do crime organizado. Por isso, é de extrema importância que a técnica científica se contraponha a essa tendência, e, a exemplo do matemático da Segunda Guerra, utilizar esses conhecimentos para o bem da democracia. Dessa forma, pode-se observar que, sem o uso dessas modernizações anti-crime, se torna impossível, infelizmente, identificar aqueles que subvertem o ideal democrático. Por esse motivo, se o Brasil deseja lutar, de maneira efetiva, contra a criminalidade, deve-se investir no serviço de inteligência tecnológica.

Ademais, é necessário pontuar sobre os reflexos na sociedade. Com esse contexto, o Monitor da Violência, realizado pela Universidade de São Paulo, afirmou que a queda de 22% na taxa de mortes violentas no Brasil está intimamente ligada ao uso cada vez mais frequente das tecnologias. Nesse prisma, é perceptível que, quando se utiliza as modernizações do mundo contemporâneo em favor do corpo social, o índice de crimes e fraudes diminui de forma drástica. Essa pesquisa demonstra a relação entre segurança pública e progresso científico, a qual não deve ser ignorada, sob pena de pôr em risco a saúde de um Estado de Direito apoiado em bases democráticas, como o Estado Brasileiro.

Nota-se, portanto, a urgência em incrementar essas proezas em prol da nação. Para tanto, urge que o Ministério da Ciência e Tecnologia crie um programa intitulado “Tecno-cidadania”, por meio da contratação de programadores e cientistas da computação, com carga horária de 8 horas por semana, afim de que o Brasil se torne cada vez mais capaz de combater a criminalidade organizada nos ambientes públicos e privados. Feito isso, o universo fictício do “Batman” se tornará real e concreto no que tange à luta por uma sociedade livre de engenhosos planos contra o bem-estar social.