A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 02/06/2020

Nos quadrinhos estadunidenses do “Homem de Ferro”, o personagem central, Tony Stark, é um jovem bilionário, que usa armaduras de alta tecnologia no combate ao crime de sua cidade. Fora da ficção, a tecnologia ,voltada para a atenuação dos índices de criminalidade, ainda é utilizada de forma leviana pelos órgãos públicos e pelos cidadãos brasileiros. Nesse sentido, segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo e, devido ao seu potencial retificante, deve ser utilizada no combate à corrupção tupiniquim e, também, deve ser apresentada para os cidadãos brasileiros no período escolar, uma vez que não precisa ser super-herói para utilizar engenharias modernas no combate ao crime.

Em uma primeira análise, é válido ressaltar que, segundo a Constituição Federal,  os órgãos municipais devem ser proativos na divulgação de informações, que atualizem os cidadãos acerca das suas gestões ,a fim de, supostamente, cessar a corrupção. Entretanto, no Brasil, existe uma resistência dessas instituições na  disponibilização de sites ou aplicativos que possam mostrar essas informações para os brasileiros. Portanto, a fim aumentar a transparência das gestões e dos trâmites dos órgãos estatais, evitando corrupções, é necessária a implementação de dispositivos capazes de monitorar a gestão pública e rastrear transações bancárias. Isso porque, segundo Thomas Marshall, filósofo britânico, a cidadania confere o gozo de direitos sociais e políticos. Nesse sentindo, como a transparência política é um direito garantido pela lei, o Estado deve fornecer as engenharias  necessárias para isso.

Ademais, é válido ressaltar que não basta a disponibilidade de tecnologias para o combate à criminalidade,uma vez que o analfabetismo tecnológico permeia o Brasil. Nesse sentindo, é necessário que, durante a formação escolar do indivíduo, ele tenha contato com engenharias modernas de monitoramento e, também, desenvolva as habilidades de reconhecer crimes virtuais, tais como a divulgação de fake news. Isso porque, segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação é emancipadora. Nesse contexto, a instituição escolar é a perspectiva para que a próxima geração possa utilizar engenharias modernas tanto para proteção pessoal, como também para o combate à criminalidade que afeta a coletividade.

Por fim, para que a tecnologia seja mais eficiente no combate à criminalidade tupiniquim, é necessário que o Ministério Público pressione os Governo Municipais à disponibilizar sites e aplicativos, em parceria com “softwares” de empresas privadas, que mostrem os trâmites mais relevantes feitos pelas instituições, além de expor o histórico de políticos e suas respectivas movimentações em contas públicas. Ademais, é necessário que as escolas ensinem ao público jovem como interpretar tais dados.