A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 29/05/2020

Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente à elevada criminalidade, que, mediante a utilização de ferramentas tecnológicas, tem sido combatida em território nacional. Contudo, além do isolamento social resultante, deveres Estatais são alienados, o que fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.                                                                                                               Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnocientíficas, o Brasil modernizou-se. Perpassado o tempo, tais avanços voltaram-se à manutenção da segurança patrimonial e pessoal diante dos altos índices de criminalidade vigentes. Dessa forma, o incremento tecnológico é utilizado de maneira a assegurar ideais de proteção individual, assim, não raro, há o isolamento mediante a construção de muros e sistemas de monitoramento. Nesse contexto, evidencia-se um retrocesso ao período medieval, no qual a população era organizada em feudos, que, dotados de muralhas e vigilância ininterrupta, objetivavam a conservação da seguridade contra invasores. Fora do viés histórico, depreende-se que a tecnologia, na contemporaneidade, é benéfica, mas, quando utilizada em excesso, prejudica a vida em sociedade.                                           Outrossim, quando o indivíduo faz uso dos aparatos tecnológicos voltados ao asseguramento da sua proteção em decorrência da criminalidade perpetuante no Brasil hodierno, evidencia-se a ineficiência Estatal quanto à execução de seus deveres. Nesse viés, há uma incontrovertível retificação da Constituição Cidadã (promulgada em 1988 e vigorante na contemporaneidade canarinha), visto que o direito à segurança, pertencente a todo e qualquer cidadão brasileiro, não é efetivado na prática. Assim, significativa parcela populacional realiza, mediante a utilização da tecnologia, responsabilidades governamentais. No entanto, a violência somente será, verdadeiramente, combatida a partir de uma atuação conjunta entre sociedade, meios tecnocientíficos e Estado.                                                           Logo, medidas são vitais à dissolução da criminalidade. A princípio, faz-se necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura), mediante a realização de palestras televisionadas e regidas por antropólogos, conscientize a população sobre o possível isolamento social resultante do uso excessivo de aparatos tecnológicas, para que eles passem a ser simples ferramentas auxiliadoras da proteção individual. Ademais, o Estado, a partir da realização de cursos profissionalizantes periódicos e convocação de maiores frotas policiais, deve aperfeiçoar a segurança pública, a fim de que ela seja assegurada a todos os cidadãos e, assim, o Brasil atinja o ideal de progresso proposto por Thomas.