A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/06/2020
No século XVIII, se deu início à revolução industrial na Inglaterra, período no qual o uso e aprimorações de tecnologias tornou-se cada vez mais frequente, visto que estavam trabalhando com novos modelos de produção e visando a fabricação em massa de mercadorias. Na contemporaneidade brasileira, o uso de máquinas e mecanismos digitais são imprescindíveis para combater a criminalidade, já que os mesmos podem auxiliar na segurança patrimonial do cidadão e na denuncia de violência doméstica.
Em primeira análise, pesquisas do IBGE afirmam que a taxa média de crimes no país, embora oscilante, continua aumentando. Visto isso, a vivência no período pós revolução industrial nos permite ter acesso a novas tecnologias que auxiliam na prevenção de invasões patrimoniais. Dessa forma, o uso de aparelhos como alarmes e câmeras de alta definição, que ajudam no reconhecimento de características do(s) criminoso(s), são sempre úteis para o trabalho investigativo dos profissionais de segurança. Entretanto, mesmo com a existência de métodos de proteção digital, sabe-se que o uso desses aparelhos são de alto custo financeiro. Com isso, a desigualdade monetária existente entre os habitantes do país permite que apenas parcela desse povo tenha acesso à segurança de seus patrimônios, deixando a população de baixa renda ainda mais suscetível à violência e furto de bens.
Paralelo a isso, na Declaração Universal dos Direitos Humanos consta que todo e qualquer indivíduo tem direito à segurança e bem estar. Através disso, com a atual disponibilidade tecnológica, o site da loja Magazine Luiza criou um ícone de denuncia para mulheres que sofrem com violência doméstica, o que auxilia e encoraja as vítimas a realizar o ato. Entretanto, mesmo com a disponibilidade de acusar o criminoso, tanto no site, quanto em aplicativos existentes com a mesma finalidade, os índices de maus tratos continuam a crescer. Logo, o Ministério da Saúde afirmou que 58,8% das que sofrem com agressões em domicílio são mulheres negras, visto que a maioria delas reside em favelas ou comunidades de baixa renda, tendo pouco ou nenhum acesso à internet e meios digitais de denuncia.
Outrossim, embora a tecnologia auxilie no combate ao crime, o seu uso ainda é inacessível para alguns. Portanto, o Estado deve investir nas instituições de ensino através do uso justo dos impostos, melhorando a infraestrutura e qualidade dos profissionais, a fim de que, com uma melhor educação, jovens possam ingressar no mercado de trabalho, não cogitando a vida criminal e diminuindo futuros atos de violência contra a mulher. Além disso, novamente com o dinheiro público, o mesmo deve solicitar policiamento com drones e aumento de câmeras nas cidades, de modo que os profissionais possam identificar violência pública e auxiliar na proteção de patrimônios em geral, para que todos um dia venham a ter acesso à segurança proporcionada pelas tecnologias pós revolução industrial.