A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/06/2020
No filme Vingadores “a era Ultron”, o personagem Tony Stark, conhecido como o Homem de Ferro, busca construir um sistema de inteligência artificial, a fim de proteger o mundo. Porém, o plano tem uma falha, e termina por gerar o Ultron, um robô que declara guerra ao planeta. Ao sair do universo cinematográfico, percebe-se que, hoje, tem-se confiado muito na tecnologia, como forma de combater a criminalidade. Entretanto, vale ressaltar que esse meio está, assim como no filme, sujeito a falhas. Desse modo, analisar como esses aparatos tecnológicos estão sendo usados e os perigos por eles causados é importante.
Em primeira análise, o uso da tecnologia pode salvar vidas. De acordo com a história, a segunda guerra mundial foi um evento, que proporcionou o desenvolvimento, de grande parte, dos aparatos tecnológicos, os quais existem até os dias atuais, como o computador, a internet, o GPS, a máquina fotográfica. Embora tenham sido criados na época com o intuito de incitar a guerra, paradoxalmente, hoje esses equipamentos são aplicados no combate à criminalidade. Nessa perspectiva, nota-se, paulatinamente, a inserção desses meios e sua relação com a diminuição das infrações e de mortes, uma vez que, ao fazer manuseio dessas ferramentas – drones, câmeras de alta definição cuja função seja de reconhecer placas de carros, fazer leituras faciais e digitais – associado a um monitoramento adequado tem poupado cidadãos da exposição a situações de risco.
Em segunda análise, o uso da tecnologia não é sinônimo de segurança. Dessa maneira, é de fácil entendimento, que essas modernizações transformaram o mundo, todavia, além de pontos positivos, trouxeram consigo também os perigos causados pelo manuseio incorreto desse meio tecnológico. Segundo a filósofa Hannah Arendt, o mundo atual vive a banalização do mal, isto é, grande parte do conjunto social tem praticado o mal de forma inconsciente, como se fosse natural, uma situação comum. Essa teoria pode ser relacionada a atual necessidade das pessoas em se protegerem, utilizando apenas a tecnologia, ou seja, com o advento dessas modernidades tornou-se banal dentro da sociedade que apetrechos técnicos são sinônimos de segurança, quando na verdade não é, visto que, se não houver a correlação do meio tecnológico e de uma fiscalização coerente e preparada toda “proteção” será apenas um falsa ilusão.
Portanto, o Estado deve ampliar a rede tecnológica, por meio do fornecimento de mais verbas, que profissionalize e melhore os apetrechos tecnologicos, além de fiscalizar como tem sido utilizado esses equipamentos, por meio de profissionais capacitados na área científica, e educacional , de modo a conscientizar toda a população nas escolas, nas associações, a fim de combater a criminalidade.