A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 03/06/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), é assegurado a todos o direito ao bem-estar e à informação de qualidade. Felizmente, a tecnologia é uma grande aliada no combate à criminalidade, no Brasil, diante do avanço do aparato tecnocientífico mundial nos séculos XX e XXI. Com base nesse viés, é imprescindível vincular a importância social de tal ato à educação que, juntos, possuem grande poder transformador, além de destacar a perversidade da globalização geradora da criminalidade no país.

Nesse contexto, conforme o sociólogo Florestan Fernandes, a ciência tecnológica e a educação qualificada têm, potencialmente, grande capacidade transformadora. Assim, o combate aos crimes tornam-se mais facilmente identificáveis e corrigíveis com a difusão da inteligência artificial. Entretanto, lamentavelmente, no Brasil, o acesso ao conhecimento educacional de qualidade é restrito a uma pequena parcela da população, fator esse, inviabilizador do progresso tecnológico em combate direto aos crimes dentro e fora da internet. Com isso, os direitos de bem-estar, educação e informação, garantidos pela DUDH, são tolhidos pela ausência de um ensinamento que viabilize o pleno avanço da tecnociência contra delinquências infracionais que separam cada vez mais a nação do   desenvolvimento.

Ademais, segundo o geógrafo Milton Santos, existe um lado perverso da globalização, que consiste na corrupção e no egoísmo. Nesse sentido, esse progresso deixa a sociedade cada vez mais individualista e competitiva, de modo que a torna ainda mais difícil construir laços de solidariedade coletiva. Infelizmente, essa questão desenvolve um maior índice de criminalidade nas sociedades atuais, apesar do progresso tecnológico. Em contrapartida, a tecnologia também difundida por um outro lado da globalização é imprescindível na colisão contra o crime. Desse modo, a ciência aliada a tecnologia é de extrema necessidade para estabilizar o equilíbrio das dinâmicas interpessoais no combate as infrações criminosas.

Nota-se, então,  a necessidade de combater o crime por meio da tecnologia para a garantia efetiva dos direitos da DUDH. Assim, é preciso que o Ministério da Educação juntamente ao Governo Federal destino verbas em escalas nacionais, estaduais e municipais para que haja uma maior qualificação do ensino público. Isso deve ocorrer por meio de projetos com ações sociais, diálogos e peças teatrais que envolva o corpo docente das instituições de ensino, o alunado e seus responsáveis e que represente a importância do avanço da tecnologia e da educação para amenjzar os efeitos da criminalidade. Dessa forma, os crimes e o lado perverso da globalização serão, de fato, combatidos.