A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/06/2020
Na série “La Casa de Papel”, em um dos seus episódios, um dos personagens principais – chamado Professor – é um criminoso procurado pela polícia, nisso, o mesmo é reconhecido por câmeras e programas digitais que ajudam o corpo policial a identificar procurados. Fora da ficção, percebe-se uma realidade semelhante, haja vista que os recursos tecnológicos ajudam no combate à criminalidade. Entretanto, apesar da importância da aplicação da inovação tecnológica ainda há a negligência do interesse governamental em investir nesse mecanismo.
É válido ressaltar, de início, a grande relevância da tecnologia para a luta da criminalidade, tendo em vista que é um dos meios mais ágeis e eficientes por guardarem diversas informações de forma facilitada. Nessa linha de raciocínio, o uso de câmeras de vigilância e de aplicativos de denúncias, são os principais equipamentos que auxiliam os agentes da lei, considerando que através desses recursos fica ainda mais fácil conter e averiguar as infrações. Em síntese, ao tomar como base a célebre frase de Steve Jobs, revolucionário no setor da informática, ‘’a tecnologia move o mundo’’, dessa forma, analogamente, é possível entender que os meio digitais movem esse mundo de combate ao crime e são grandes facilitadores para conter delitos.
Por outro lado, nota-se a negligência dos poderes estatais em investir nessa ferramenta tecnológica a qual acarreta a maior dificuldade em combater à criminalidade no Brasil. Esse fato, no entanto, vai de encontro no que é assegurado na Constituição Cidadã de 1988, na qual se garante que a população tem direito à segurança e liberdade, entretanto, infelizmente, essa não é a realidade vivenciada no Brasil, tendo em vista a falta de estratégia e inteligência na repressão ao crime. Sendo assim, no que tange à segurança pública, os altos índices de criminalidade estão diretamente relacionados à ausência desses recursos, como mostram os dados da Fundação Getúlio Vargas, os quais afirmam que a falta de capital de financiamento à segurança está no seu menor nível nos últimos 50 anos e, consequentemente, tendo maiores índices de infrações.
Portanto, para que a tecnologia no combate à criminalidade seja mais presente no meio social, é necessário que o Estado, em parceria com o Ministério da Segurança Pública, invista na fabricação de tecnologia de qualidade, como câmeras e desenvolva melhores programas de reconhecimento facial, por meio de aplicativos no qual monitoram locais públicos de maior movimento, a fim de diminuir de forma efetiva o crime. Dessa forma, seria possível observar que os índices de criminalidade seriam atenuados e assim, garantir segurança de fato, íntegra, que promova plena liberdade.