A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/06/2020

No seriado de televisão norte-americano “Criminal Minds”, Penélope Garcia é uma especialista em sistemas de computadores que trabalha para o FBI (polícia investigativa estadunidense) e ajuda a desvendar diversos crimes por meio do seu conhecimento em informática. Fora da ficção, é nítido que a tecnologia, de fato, constitui-se como uma ferramenta de combate à criminalidade, a qual, embora não substitua as atitudes preventivas, auxilia na resolução dos atos criminosos e poupa, também, policiais e profissionais da segurança de riscos desnecessários.

Primeiramente, é importante destacar que a tecnologia aliada ao combate da criminalidade é necessária e, inclusive, já foi fundamental para a resolução de muitos crimes - tanto dentro do meio virtual quanto fora dele. Como exemplo do primeiro, tem-se a operação da polícia federal contra a pornografia infantil de 2019, veiculada pelos órgãos de notícias. Nela, foi graças a serviços de inteligência, com equipamentos de identificação e rastreamento, que a localização e posterior prisão dos criminosos foram possíveis. Já para ilustrar os crimes fora do ambiente cibernético, tem-se o caso do assassinato da advogada Tatiane Spitzner, no Paraná, o qual gerou revolta nacional. Em seu desenrolar, foi constatado, por meio das filmagens das câmeras de segurança do prédio em que a bacharel morava,  que o seu companheiro desferiu várias agressões contra ela  - o que contribuiu para uma análise mais completa do ocorrido.

Além disso, o uso da tecnologia também pode ajudar a salvar a vida de policiais. De acordo com uma matéria feita pelo G1, cerca de um policial é morto por dia no Brasil. Isso porque, no dia a dia, esses profissionais precisam se expor a situações perigosas, que podem terminar em tragédia. Nesse sentido, investimentos em inteligência, com tecnologia de ponta, melhor articulariam as operações e, dessa forma, evitariam a exposição a riscos desnecessários. Somado a isso, a longo prazo, tal iniciativa proporcionaria uma economia de recursos, uma vez que as ações seriam mais previsíveis e calculadas, evitando surpresas e mobilizações de pessoal improcedentes.

Assim, não resta dúvidas de que a tecnologia, atualmente, é imperativa no combate à criminalidade. Desse modo, é preciso que os governos estaduais invistam em segurança, por meio de repasses aos municípios, que deverão aplicá-los em câmeras de segurança monitoradas e na equipação das unidades e profissionais de segurança, a fim de obter mais sucesso nas investidas. Ademais, os municípios também deverão capacitar os trabalhadores da área para lidar com as novas tecnologias, por intermédio de treinamentos e minicursos, objetivando o pleno funcionamento de todo o sistema e, enfim, avançando na luta anticrime.