A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 02/06/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo e o meio social padronizam-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de medidas que visam a propor o combate à criminalidade e as garantias de segurança no Brasil apresentam-se como uma barreira, no qual dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso do poder público, quanto da própria carência de recursos tecnológicos eficientes por parte do estado na luta contra essas questões. Diante disso, torna-se fundamental analisar esses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os constantes números de casos da criminalidade no país, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, no que se refere a educação, a falta de oportunidades ou a própria miséria de quem os comete, os índices de crimes só vão tender a aumentar e a população vitima desses, irão criar uma falsa sensação de segurança na obtenção de tecnologias que dizem assegurar isso.

Ademais é possível somar, aos aspectos supracitados, a necessidade de recursos tecnológicos eficientes e suficientes para que o problema possa ser solucionado. De acordo com o filósofo chinês Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Partindo desse pressuposto, é notável os baixos investimentos feitos pelos municípios em áreas da ciência e tecnologia. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, e assim policiais vão continuamente sendo expostos a situações de risco, a sociedade sofrendo por crimes que poderiam ser evitados e a inteligência sem os recursos necessários para combater da melhor maneira.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que objetivem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Ciência e Tecnologia, inovações e comunicações deve, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, melhorar a estrutura geral do sistema de segurança no Brasil, por meio de incentivo a pesquisas tecnológicas e através também de um redirecionamento de capital para estados e municípios para compra de equipamentos tecnológicos de segurança mais eficientes, como também para um treinamento especializado ao pessoal da inteligência, para assim promover um melhor desempenho das investigações criminalísticas.