A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 02/06/2020

Na série “La Casa de Papel” é visto o uso da complexa e inovadora tecnologia que serve como base para as estratégias ao assalto à casa da moeda espanhola. Assim, essa esfera da comunicação é imprescindível para o ato criminal. Fora do tablado da ficção, é vital o uso da tecnologia no cotidiano da sociedade e, mais intensamente, contrariando o objetivo dos “Dalís” retratado na série, ou seja, no combate à criminalidade. Destarte, é necessário analisar os fatores advindos dessa incursão por intermédio da tecnologia e, para tal, urge a mitigação de duplo fomento: a promoção da segurança efetiva, bem como a conseqüência revelada pela redução dos casos criminosos em linha reta nacional.       Em primeira instância, vale ressaltar que a “tecnologia move o mundo” como disse Steve Jobs. Partindo disso, é perceptível que essa esfera comum ao corpo social tem alto potencial influenciador de medidas de intervenção ao ponto de oferecer métodos de combate ao crime. Nesse viés, a tecnologia é deveras essencial, tendo a ótica no oferecimento de registros que auxiliam na reprovação de atos contrários a lei, como por exemplo, o narcotráfico. Por sua vez, haverá a promoção de um ambiente seguro a todos os cidadãos que, infelizmente, são vulneráveis, seja em locais privados ou públicos. Sendo assim, o Estado deve contribuir para que a nação brasileira possa fazer jus às intervenções legislativas advindas da Constituição Federal de 1988, a qual assegura o direito à segurança.

Somado a isso, é notório que a curva do número de casos de criminalidade vem crescendo de modo desenfreado. Porém, é a tecnologia é uma forte aliada no combate. Tal questão pode ser exemplificada desde a Globalização, a qual desencadeou uma série de ferramentas dentro do mundo digital, o que proporcionou o mapeamento de locais com maior incidência de casos. Nessa lógica, a tecnologia torna-se mais uma aliada porque possui meios acessíveis para o repúdio dos crimes, adjunto à comprovação dos mesmos. Isso paira na redução dos 44% do tráfico de drogas atuante na favela da rocinha, no Rio de Janeiro, em 2018, como exibido pelo G1.

Portanto, para a atuação da tecnologia no combate à criminalidade, é necessário que o Governo Federal, em parceria como setor de telecomunicação nacional, assegure a atuação digital no combate ao crime. Para isso, destine uma verba maior, arrecadas de impostos advindos das multas cibernéticas, para patentear a compra de aparelhos avançados. O objetivo é promover um ambiente seguro para todos os cidadãos e, dessa forma, comprimir com o regido pela Carta de 1988. Ademais, é dever o Estado proteger seus filhos e, para isso tornar-se real, devem ser introduzidos dispositivos em locais com maior vulnerabilidade aos crimes, no intuito de registrar e reprovar tais atos contra a lei. Somente assim, poderá a tecnologia ignorar as cenas de La Casa de Papel e beneficiar a sociedade.