A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 02/06/2020
A criminalidade no Brasil é um dos assuntos mais polemizados entre o corpo social, apesar de sua elevada eclosão dados estatísticos do G1 apontam que em 2019 o Brasil teve queda de 22% no que diz respeito ao número de mortes violentas, fator esse promovido por diverso fatores, dentre eles, a crescente utilização de métodos de segurança para o combate à marginalidade, como o uso da tecnologia, por exemplo. No entanto, referente a esse tema alguns debates sociais são vigentes, como a ausência de uma efetiva segurança pública bem como a impunidade da justiça em relação a alguns crimes que por sua vez acarreta na necessidade do indivíduo realizar a sua segurança pessoal.
Contudo, a procura por equipamentos tecnológicos é resultado de um sistema de leis jurídicas fragilizadas pelo seu não cumprimento, apesar da constituição brasileira atrelada ao código penal serem um dos mais completos do mundo a negligenciação referente à crimes impunes é gritante, fator esse que além de avolumar o número de delitos permite que a sociedade fique a mercê da criminalidade. Portanto, apesar da segurança pública ser assegurada constitucionalmente pelo artigo 144 como dever do Estado, não tem sido efetivada de forma significativa cabendo ao indivíduo utilizar de seus recursos para segurança própria por intermédio dos meios técnicos.
Além desse coeficiente, associado à criminalidade vale-se destacar o elevado custo do governo para o combate dessa que representa um obstáculo para o crescimento econômico do país, segundo a revista O Globo o Brasil investe cerca de 285 bilhões por ano no combate ao do crime, o que representa cerca de 4,38% do PIB. Promovendo tanto por parte da sociedade como por parte dos profissionais de segurança e instituições policiais a aplicação técnica através de câmeras de segurança, detectores faciais de metais e entres outros. Técnicas essas que têm auxiliado policiais na resolução de homicídios, tráfico de drogas e operações contra crimes cibernéticos permitindo mais agilidade e eficácia nas investigações, mas ainda é preciso capacitar demais profissionais da segurança para lidarem com os desafios futuros, para que esses não corram o risco de enfrentarem o crime do futuro com as armas do passado.
Denota-se portanto as várias contribuições do uso da tecnologia no combate à criminalidade, sobretudo na resolução de crimes cibernéticos, suprindo em parte a carência de efetiva segurança pública. Contudo, ainda faz-se necessária a capacitação de policiais e dos demais profissionais para que possam utilizar essa tecnologia de modo eficaz, referente a promoção dessa capacitação é preciso a ação conjunta de Governo Federal, Ministério da Justiça e Estados para a realização de cursos gratuitos para tais profissionais esclarecendo-lhes como utilizar os meios técnicos contra delitos.