A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/06/2020

É incontrovertível que o uso da tecnologia torna o nosso dia a dia mais prático, uma vez que facilita a realização de tarefas e nos poupa tempo. O mesmo pode ser aplicado no combate à criminalidade, pois, ao olharmos de forma análoga ao afirmado por Comte, onde diz ser necessário ver para prever e prever para prover, torna-se possível ver as infrações em tempo real, através dos dados prever possíveis atividades criminosas e prover medidas de prevenção e combate à tais ações. No entanto, ainda “engatinhamos” neste sentido, uma vez que a nossa produção tecnológica ainda é tímida nessa área e a maioria dos equipamentos são importados a preços exorbitantes.

Primordialmente, é válido ressaltar que a produção de uma tecnologia nacional traria acesso aos benefícios supracitados com menor custo, e maior facilidade na logística, o que tornaria tal tecnologia mais acessível. Podemos somar ainda, as palavras de Gilberto Freyre que afirma que a educação se um fim social será a maior das futilidades, uma vez que se ignora a capacidade produtiva que nossas universidades possuem, mas que são tão pouco incentivadas quando trata-se de pesquisas sobre ciência e tecnologia.

Consequentemente, acabamos corroborando com o pensamento maxiano que traz a economia como base absoluta da sociedade. Pois, acabamos nos vendo pressionados a comprar tais aparatos no exterior e a preços tão altos que muitas vezes acabam sendo inacessíveis a grande parte da população.

Portanto, para maximizar o uso da tecnologia no combate à criminalidade aconselha-se o estímulo à produção de tecnologias nacionais através de pesquisas realizadas nas universidades federais para que se aproveite o nosso potencial educativo. Simultaneamente, é recomendável que haja a formação de parcerias entre o estado e os fornecedores através de contratos para que se baixe os preços mediante grandes compras. Assim então, estaríamos mais perto de “prover” cidades mais seguras a todos.