A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/06/2020

Segundo o empresário Steven Jobs “a tecnologia move o mundo”. Sob essa ótica, analisa-se a inserção do meio tecnológico em diversos setores sociais, o qual tornou-se essencial e decisivo na maioria deles. Desse modo, o sistema de combate à criminalidade foi um dos âmbitos que mais adotou o uso dos equipamentos tecnológicos. Assim, é necessária a compreensão de que, apesar de erros e abusos de autoridade durante o combate aos criminosos, a tecnologia foi, e ainda é, de demasiada importância para a segurança da sociedade.

De início, observa-se a imprescindibilidade da fiscalização dos órgãos de segurança tecnológica, visto que muitos acabam por invadir a vida particular do cidadão. A partir desse viés, Edward Snowden, ex-funcionário da CIA (Agência Central de Inteligência), tornou público os programas e processos de vigilância internacional. Tais práticas violavam direitos fundamentais ao ser humano, como a privacidade, conferidos pela Organização das Nações Unidas. Tal denúncia alertou a população para a possibilidade de vigilância em massa de cidadãos, estejam eles envolvidos em crimes ou não, como ocorria no período da Guerra Fria, com a KGB  e a CIA, órgãos de vigilância secreta. Diante disso, é indubitável que empresas de segurança com base em medidas tecnológicas devem ser supervisionadas, a fim de que a privacidade populacional seja respeitada.

Em contrapartida, o combate à criminalidade foi ampliado e favorecido pelo uso da tecnologia, já que é facilitado o processo de identificação e captura dos criminosos. Acerca disso, em seu livro “Vigiar e Punir”, Michel Foucault disserta acerca do Panóptico, sistema que infunde naquele que é observado a sensação consciente de uma vigilância permanente. Analogamente, somente a presença de câmeras nos ambientes públicos já previne diversos crimes, pois os infratores sabem que estão sendo observados. Em adição a isso, o uso da tecnologia, além de prevenir, também soluciona e auxilia investigações. Sobre isso, dados do noticiário G1 constatam que o registro de mortes violentas reduziu 22% após a implementação de maiores medidas tecnológicas na segurança pública. Destarte, é de extrema relevância o uso de aparelhos tecnológicos para a manutenção da ordem social vigente.

Em suma, embora o sistema tecnológico para o combate ao crime seja suscetível a erros e manipulações, sua importância para a harmonia social ultrapassa seus defeitos. Portanto, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública ampliar o uso da tecnologia contra a criminalidade e fiscalizar os órgãos de vigilância social. Isso deve ser feito, respectivamente, por meio de maiores investimentos em aparelhos e da delegação de cargos que devem supervisionar o trabalho de cada agência física no país, com o objetivo de manter a privacidade dos cidadãos intacta, assim como sua segurança.