A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 05/06/2020
Em meados do século XX, ocorreu a Revolução Técnico-Científico-Informacional, marcada pela descoberta de inovações tecnológicas que influenciam na vida em sociedade até hoje. Acompanhada da globalização, a tecnologia se difundiu pelo mundo, contribuindo, entre outros fatores, para ampliação da segurança social. Diante disso, ressalta-se relevância da tecnologia no combate à criminalidade, que incluem tanto sua relação com a disciplinarização dos corpos, quanto com a educação.
Inicialmente, cabe destacar a importância do papel da tecnologia no combate à criminalidade no que se refere a disciplinarização de corpos. Nesse contexto, o filósofo francês Michel Foucault, em seu livro “vigiar e punir “, conceitua o “Panóptico “ como sendo uma plataforma de observação, que induz no cidadão um estado consciente e permanente de visibilidade, que assegura o funcionamento automático do poder. Paralelamente a essa teoria, tal estrutura é refletida em centrais de tecnológicas de proteção avançada que objetivam a retração da criminalidade através da vigilância de câmeras. Desse modo, os comportamentos individuais são regulados tecnologicamente que, por seu efeito onipresente, disciplinarizam os corpos, constituindo uma “tecnologia do poder “.
Além disso, destaca-se ainda a relação entre educação e tecnologia como essencial no combate à criminalidade. Apesar da importância, a vinculação entre essas partes têm se dado, atualmente, de maneira conflituosa e contraditória. Isso porque, embora o meio tecnológico devesse agir na conscientização dos indivíduos, o que ocorre, de fato, é a alienação dos mesmos. Nesse sentido, o filósofo Mário Sérgio Cortella desenvolve o conceito de “mídia como corpo docente “, atuante na formação cognitiva e social, principalmente, do público infanto-juvenil. Assim, o pensamento alienado, acrítico e passivo gerado pela mídia favorece a perpetuação de uma sociedade excludente e discriminatória, ambiente propício para criminalização de pessoas marginalizadas.
Portanto, é indiscutível o papel da tecnologia no combate à criminalidade. Sendo assim, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações de atuar, em conjunto com o Ministério da Educação, na conscientização e educação dos jovens. Para tal, aulas socioeducativas devem ser empregadas, visando ao desenvolvimento de criticidade e atividade em detrimento da alienação midiática. Além disso, cabe uma associação entre empresas públicas e privadas o fortalecimento e ampliação de sistemas de segurança pública, através de um maior redirecionamento do PIB. Dessa forma, a criminalidade é combatida de forma efetiva e os meios tecnológicos desenvolvidos no pós-Revolução são utilizados não para alienar os indivíduos quanto aos problemas socias, e sim para proteção e educação desses cidadãos.