A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 02/06/2020
Uma cabeça minúscula em contraste com um corpo agigantado.A pintora Tarsila do Amaral,por meio dessa descrição do personagem “Abaporu” sintetizou -metaforicamente- a alienação do brasileiro perante as problematicas existentes da década 1920. Porém,vê-se, nos dias atuais,essa deficiência de criticidade ainda pode ser percebida no país e tem desencadeado a existência de determinadas entraves, como exemplo, a criminalidade que pode ser combatida com ajuda da tecnologia.
Inicialmente, compreende-se que o Poder Público mostra-se negligente ao permitir o não uso das tecnologias para combater à criminalidade .Isso porque existe uma deficiência no processo de investimento financeiro,uma vez que a segurança pública é um dos assuntos que mais preocupam os brasileiros, haja vista termos índices de assassinatos comparáveis a países em guerra.Sendo assim verifica-se que o governo não tem garantido o bem-estar de todos os cidadãos, assim demonstrando a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo John Locke.
Ademais,enfatiza-se que a falta de engajamento coletivo para se alcançar,realmente,uma sociedade sem o alto índice de criminalidade.Como prova disso,verifica-se a inércia de parte da população em não lutar por assistência estatal,posto que falta oferecer a segurança de todos,comprometendo, assim a segurança pública, por exemplo, os altos índices de criminalidade estão diretamente relacionados à falta de estratégia e inteligência no combate ao crime.Tomando as reflexões do sociólogo Bauman para explicar esse cenário, constata-se que,em virtude da cultura do individualismo,as pessoas passaram a negligenciar os problemas comunitários.
Dado o exposto,quando se fala em estratégia e inteligência, além de técnicas e profissionais treinados e qualificados, o Estado necessita de ferramentas tecnológicas adequadas ao combate ao crime, o leque de tecnologia é grande, merecendo destaque softwares de big data, que relacionam a atividade de redes sociais a fatos e indícios de atividades criminosas, câmeras de vídeo (fixas, móveis e portáteis) uso de drones, entende-se que os avanços para tornar a tecnologia um instrumento de proteção mais eficaz, não são suficientes se não houver uma combinação com algumas atitudes preventivas a possíveis danos, além disso, somado à um adequado monitoramento destas, para que não haja uma falsa sensação de segurança.