A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 05/06/2020

No universo de história de quadrinhos “Batman”, o justiceiro utiliza diversas tecnologia para combater os crimes na cidade. Fora da ficção, essa realidade está cada vez mais comum, na utilização de novas tecnologias no combate da criminalidade. Desse modo, é importante debater o comodismo da sociedade e a ausência do Estado perante a criminalidade exacerbada no mundo atual.

Em primeira análise, é válido reconhecer que, o meio tecnológico tornou-se cada vez mais presente na contemporaneidade. Acerca disso, é pertinente abordar o discurso feito pelo escritor Paulo Samuel onde ele critica a atitude do ser humano diante de situações habituais: pior que o comodismo, é o conformismo. Assim, denota-se, de imediato, a similaridade com a habitualidade ao referenciar o comodismo do ser humano acerca da própria segurança ao apropriar-se e conformar-se com a ideia de que, apenas com as funções exercidas pelos aparelhos de segurança, todos terão uma proteção de qualidade. Logo, apenas a tecnologia no combate à criminalidade, acaba que, não sendo suficiente para liquidar tal discrepância social.

Em segundo lugar, ainda em consonância pelo que fora apregoado por Paulo Samuel, o Estado é observado como ausente em tal divergência, seja por não contribuir para o extinguo de tal conflito, seja por falta de investimento. Sendo assim, evidencia-se novamente, o conformismo atribuído pelo escritor, onde a força estatal não se propõe a desmistificar a utopia de que, a segurança não deve partir de um só lado - somente o Ministério de Segurança Pública ou o Estado . Por conseguinte, o número de casos referentes a ações criminais progride e torna a condição de vida do ser humano, cada vez mais extinta.    Levando em consideração os argumentos apresentados no texto, conclui-se que a segurança pública atual ainda contém falhas. Desse modo, cabe ao Estado fazer-se presente neste panorama, juntamente com o Poder Executivo, por meio da internet e prefeituras criar leis que proponham a participação colaborativa da população para a segurança e campanhas televisivas - anúncios que mostram uma condição de vida, resultante da minimização da criminalidade.