A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 03/06/2020

No filme “O jogo da imitação”, o matemático britânico Alan Turing decifra o código criptografado das forças alemãs que era enviado aos campos de batalha, com isso, proporcionando a vitória dos Aliados perante às forças de Hitler. Inquestionavelmente, desde o século XX a tecnologia está sendo utilizada no combate à criminalidade. Contudo, ainda há entraves que dificultam o desenvolvimento e implantação de novas tecnologias, como o baixo investimento do Estado nesse setor e a falta de conhecimento de alguns brasileiros quanto a eficácia dessas inovações.

Em primeira análise, a falta de investimento estatal é um desafio a ser superado para resolver o problema da tecnologia. Partindo de uma perspectiva conceitual, o sociólogo Max Weber caracteriza o Estado como único detentor do uso legal da violência. Sendo assim, é dever dessa instituição executar tal função da melhor forma possível, fato que não ocorre. A exemplo, convém citar o problema das fronteiras brasileiras, as quais são muito extensas, e, por isso, pouco fiscalizadas, tornando-se porta de entrada de drogas e armas. Nessa conjuntura, caso houvesse investimento tecnológico suficiente, a utilização de drones e sistemas de vídeo-vigilância seria uma ótima saída para melhorar essa fiscalização e coibir o tráfico.

Ademais, a falta de conhecimento de alguns brasileiros quanto a eficácia dessas inovações dificulta o combate supracitado. Assim, o incremento do meio Técnico-Científico-Informacional após o período da Guerra Fria trouxe, junto com os novos métodos de produção, a desconfiança dos mais leigos. Nessa perspectiva, muitos tem medo de fazer uso de meios tecnológicos por conta de um possível roubo de dados, perdendo a chance de usar a tecnologia de diversas formas que são benéficas. Dessa forma, a segurança pessoal dos cidadãos é comprometida, pois faltam políticas sociais de adesão ao progresso no qual a sociedade contemporânea se encontra.

Portanto, é imprescindível encontrar caminhos com estratégias tecnológicas no combate à criminalidade. Assim, é dever do Estado, juntamente com as esferas municipais, investir na segurança pública ao aumentar a vigilância eletrônica nos principais pontos das cidades ao implementar o uso de drones autônomos com reconhecimento facial, para que facilite a procura efetiva e posterior captura de criminosos. Outrossim, o Ministério da Segurança deve possibilitar a instalação de portarias virtuais em estabelecimentos públicos com sensores de movimento e imagens com sistema de biometria para aumentar a segurança social. Com isso, o uso da tecnologia deve ser normalizado e mais pessoas confiarão em seus resultados positivos, assim, poderemos usar tecnologias tão úteis quanto a criptografia feita por Alan Turing.