A tecnologia no combate à criminalidade

Enviada em 07/06/2020

O império persa da Antiguidade Oriental foi bem-sucedido no combate à criminalidade, uma vez que as tecnologias utilizadas consistiam nos “Olhos e Ouvidos do Rei”–que nada mais eram do que um método de vigilância levado a cabo por profissionais especializados em segurança e por uma rede de estradas estritamente organizadas. Tal fato–e o consequente êxito–, requereu do aparelho administrativo um investimento substancial. No entanto, no Brasil contemporâneo, por sua vez, o mesmo não pode ser evidenciado, posto que o baixo investimento–especialmente em tecnologias de última geração–, voltado ao combate às ações criminosas e a pouca repercussão dado ao caso são as principais causas para a não implementação de métodos de segurança mais eficazes.

De início, a atual conjuntura do país reflete, em grande medida, a falta de investimentos: o aumento de roubos a bancos, a empresas e casas em particular é seu efeito direto. Isso implica numa sensação de insegurança, de tal sorte que abre caminho para o modelo de segurança particular, em que pessoas e, até mesmo, grupos armam-se por conta própria como subterfúgio de que com o Estado não cumpre com o seu papel. Assim, mecanismos de proteção são imprescindíveis ao combate não tão somente à delinquência propriamente dita, bem como ao armamento da população. Dessa forma, as tecnologias mais atuais são tão importantes, que inviabilizam a entrada– pela fronteira e aeroportos– de armas e, além disso, restringe tráfico de drogas ilícitas, o que propicia um aumento na sensação de segurança.

Outro entrave da questão, ainda, é que a falta de repercussão não concebe o debate de até onde as tecnologias podem ir e nem sequer cria limites, de tal forma que as tecnologias–sobretudo de vigilância e monitoramento–, não adentrem a vida particular de cidadãos, tal e qual no livro “1984” de George Orwell quando o “Grande Irmão” monitorava a vida privada dos indivíduos para fornecer “segurança”–como  pretexto–,contra eventuais atos de violência. Assim, infere-se que é imprescindível a ênfase desta questão (seja em espaços públicos, seja em veículos de comunicação, bem como em escolas).

A partir das problemáticas supracitadas, depreende-se que, a fim de combater os crimes relacionados à falta de segurança, compete ao Congresso Nacional e o Poder Executivo deliberar e aprovar leis que, por meio das quais, assegurem maior investimento em tecnologias de última geração, como também forneçam subsídios fim de que profissionais da segurança tenham recursos para, então, exercer sua função sem sobrecargas. Além disso, formar profissionais da educação justamente para, com efeito, oferecer a discussão tanto em espaços e escolas públicas, quanto em veículos de comunicação de massa com o escopo de tornar a repercussão da problemática mais acessível ao público em geral. Portanto, a sociedade estará a par acerca do correto uso das tecnologias para garantir o bem coletivo.