A tecnologia no combate à criminalidade
Enviada em 16/06/2020
O conceito de “instituição zumbi”, definido pelo sociólogo Zygmunt Bauman, explica que certas instituições políticas não exercem mais suas funções como deveriam, no entanto, mantém suas formas, sendo comparadas a mortos vivos. No Brasil, é indubitável que a tecnologia no combate à criminalidade ainda é um processo tardio, visto que, além do presente contexto da corrupção política com desvio das verbas direcionadas à segurança pública, as estratégias organizacionais são focadas no topo da pirâmide social, gerando desequilíbrio entre a população, o que logo remete-se ao conceito referido anteriormente. Destarte, é necessário analisar os fatores que fazem desta problemática uma realidade contemporânea.
Deve-se pontuar, de início, o reflexo da corrupção na segurança pública. O filme “Tropa de elite”, dirigido por José Padilha, retrata a sensação de insegurança da sociedade devido as altas taxas de corrupção de uma instituição que, teoricamente, é leal ao povo. Não distante da realidade, o desvio das verbas direcionadas à segurança social, rompe com a Carta Magna, devido à ausência de pesquisas aplicadas em violência e criminalidade, bem como uma formação mais sistemática em análise de políticas públicas na área de justiça criminal, resultando num obstáculo para a elaboração de programas e políticas mais consistentes no controle da criminalidade.
Por conseguinte, vale ressaltar, ainda, que o desequilíbrio de proteção entre as classes sociais é intenso. Na filosofia de Aristóteles, o governante da nação deve priorizar o bem comum em detrimento de si próprio, uma vez que está incluído em um meio social, entretanto, nota-se que há um expressivo aumento da violência em áreas menos favorecidas economicamente, mesmo com o crescente número de políticas públicas voltadas para esta área, evidenciando as desvantagens entre os indivíduos e as estratégias atribuídas com tecnologias de alta qualidade são focadas no topo da pirâmide social. Isto posto, é explícito que injustiça social, é um dos fatos irrefutáveis de que a filosofia política aristotélica não é seguida no país, sendo um obstáculo para o combate à criminalidade.
Portanto, é indispensável efetivar medidas que desenvolvam a tecnologia no combate à criminalidade no Brasil. Com isso, o Ministério da Segurança Pública deve direcionar investimentos em técnicas para qualificar e treinar os profissionais da segurança e materiais, como, por exemplo, softwares de big data (que relacionam a atividade de redes sociais a fatos e indícios de atividades criminosas) e câmeras de vídeo, a fim de que a taxa da criminalidade reduza e o povo volte a confiar nas instituições políticas. Somando-se, o Poder Executivo deve garantir a permanente fiscalização e realização das leis, e assim , o Brasil será um país evoluido.